24 de fev. de 2019


[Resenha] O Duque Mais Perigoso de Londres - Madeline Hunter

Ficha Técnica 

Título: O Duque Mais Perigoso de Londres
Título Original: The most dangerous duke in London
Autor: Madeline Hunter
ISBN: 978-85-68056-68-4
Páginas: 304
Ano: 2018
Tradutor: Alline Salles
Editora: Charme
Adam Penrose, o Duque de Stratton, é o escandaloso, sombrio, manipulador e vingativo membro da Sociedade dos Duques Decadentes da elite de Londres, composta por três homens perigosamente belos, intensos, irresistíveis e que não desejam se apaixonar. Com uma reputação manchada e seu retorno à cidade, o Duque precisa encontrar uma esposa com qualidades ímpares e que não se importe em viver em negligente abandono. O que o Duque não espera é que o seu interesse e libido sejam despertados pela única mulher que não pode ter, e que não seria capaz de ignorar. Clara Cheswick fascina o Duque, mas tudo que ela não precisa neste momento é se casar. Está bem mais interessada em publicar seu jornal feminino — certamente muito melhor do que ser esposa de um homem com sede de vingança. No entanto, curiosa por uma história, Clara pensa se o desejo do Duque por justiça é sincero — junto com sua intenção incrivelmente irritante de ser seu marido. Se sua fraca reação ao beijo dele é alguma indicação, apaixonar-se por Adam claramente tem um preço. Mas quem diria que cortejar o perigo poderia ser tão divertido?

Resenha


Depois de bastante tempo enfim tive a oportunidade de ler novamente um livro da Madeline Hunter. Conheci a escrita da autora com a série As Flores Mais Raras (publicada incompleta pela LeYa) e depois li a série Os Rothwells (publicada pela Arqueiro). Agora chegou a vez de iniciar outra série, a Decadent Dukes Society.

Nessa história conheceremos Adam Penrose, o Duque de Stratton, que acabou de retornar à Inglaterra depois de uma temporada nebulosa na França. A saída de Adam e sua mãe da Inglaterra foi repentina, afinal foram logo após a morte muito suspeita do pai de Adam, com isso, mesmo estando longe, muitos boatos envolvendo duelos e mortes chegavam à sociedade londrina, mostrando o quão perigoso Adam estava se tornando.

Agora Adam está de volta e disposto a provar a inocência do pai, que foi acusado de traição na época da guerra contra Napoleão. Ele tem certeza de que a família do conde de Marwood está diretamente envolvida nessa história, afinal são "inimigos" por conta das terras em Warwickshire, onde são vizinhos. E com o tempo a desavença só aumentou.

Ao voltar para a Inglaterra Adam não esperava ser convidado pela condessa viúva de Marwood para uma reunião em sua casa e que ela propusesse que ele se casasse com Lady Emília, sua neta mais nova, para que o problema entre as famílias fosse esquecido. Entretanto, ele se encantou pela neta mais velha da condessa, Lady Clara Cheswick.

Clara é uma jovem de 24 anos, independente demais para a época em que vive. Ela é filha do primeiro casamento do conde de Marwood e foi criada de uma maneira não convencional para a época. Clara sempre teve muita independência, teve uma educação diferenciada e seu pai a deixou munida de ferramentas que lhe permitiram continuar independente de seu irmão, o novo conde, e da avó.
— Quer que eu a beije?
— Claro que não. O senhor é o último homem que quero que me beije, asseguro-lhe. —  Ela se recusou a olhar para ele e continuou tentando se afastar.
— Isso não é verdade. Vamos ser honestos um com o outro. — A cabeça dele mergulhou e seus lábios tomaram os dela.
Ela perdeu o fôlego. Céus, ele era lindo. E excitante. Até aquela escuridão era sedutora. Os arrepios percorreram seu corpo, implorando para ter desculpas para se transformar em algo mais poderoso.
—  Parte da diversão é a espera —  ele disse baixinho, prendendo-a com seu olhar. —  Embora sempre haja o perigo de se transformar em uma febre. — Os lábios dele beijaram os dela, sempre suavemente, mas o suficiente para criar uma faísca.
P. 49
Enquanto investiga qual a acusação que caiu sobre seu pai, que levou a sua morte dele e consequente exílio da mãe na França, Adam persegue seu desejo de estar próximo de Clara e quanto mais a conhece, mais fica intrigado e fascinado com sua determinação, independência e inteligência.

Ao contrário de sua família, Clara não aceita bem a ideia de que Emília deveria se casar com Adam, muito menos aceitar uma aproximação com alguém de uma família rival, que ainda por cima está envolvido em boatos sobre duelos e mortes na França, mas Adam sabe ser bastante persistente e aos poucos entra na vida de Clara.
—  (...) Estava falando sério quando me escreveu que me amava, Adam?
—  Sou insanamente apaixonado pela senhorita. Até escrevi um poema sobre a senhorita.
—  Ficou bom?
Ele deu risada.
—  Ficou terrível.
—  Quero ler mesmo assim.
—  Vai fazê-la rir.
—  Mais provável que me faça chorar. Ninguém nunca escreveu um poema sobre mim.
P. 276-277
Ela nunca pensou em se casar por saber como a vida das esposas são restringidas a poucas atividades, que devem ser permitidas pela sociedade e pelo marido. Clara não tem perfil para ser submissa dessa forma. Ela tem sua própria renda, seu lar e abrir mão desse controle para um marido está longe de seus objetivos, ou seja, quanto mais a gente lê essa história, mais a gente se pergunta como os objetivos de ambos se encaixarão para que fiquem juntos, quando perceberão que se completam.

A busca de Adam pela vingança da morte do pai, a luta de Clara para manter sua independência, a interferência da condessa viúva nessa história, a lealdade da amizade dos duques de Langford e Brentworth (que formam com Adam a Sociedade dos Duques Decadentes) e de Althea (viúva amiga de Clara) são o que fazem desse romance uma leitura tão dinâmica. Mistério, romance, atração, amizade, força feminina e diálogos inteligentes e afiados, ingredientes de uma ótima história.
— Não será a mesma coisa. Não há nada decadente em ser mau com sua esposa. Se continuarmos, vamos ter que trocar nosso nome. —  Ele refletiu. — Os Duques Obstinados. Os Duques Desesperados...
— Com o tempo, suponho que sejamos os Duques Domesticados — Brenworth zombou.
— Retire o que disse. Não suporto nem pensar nisso.
Brenworth riu.
— Os Duques Obedientes.
Langford cobriu as orelhas com as mãos.
— Recuso-me a ouvir.
— Poderia continuar sozinho e ser o Duque Depravado.
P. 284
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Comentários
1
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Um comentário:

  1. Puxa, um romance de época pelo que entendi, bem diferente dos ditos comuns. Até por abordar vários outros assuntos dentro do mesmo enredo.
    Trazendo um personagem forte,cheio de si e uma personagem destemida e dona de suas vontades.
    Mas e o sentimento? Conseguirá dominar estes gênios fortes?
    Com certeza, como não conhecia o livro, já quero muito conhecer.
    Beijo

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