26 de abr de 2019


[Resenha] O Destino das Terras Altas - Hannah Howell

Ficha Técnica 

Título: O Destino das Terras Altas
Título Original: Highland Destiny
Autor: Hannah Howell
ISBN: 978-85-8041-936-8
Páginas: 272
Ano: 2019
Tradutor: Thaís Paiva
Editora: Arqueiro
Em O Destino das Terras Altas, primeiro livro da série Os Murrays, Hannah Howell nos apresenta o esplendor da Escócia medieval com uma saga de guerra entre clãs, lealdades divididas e amor proibido. Quando o destino coloca Maldie Kirkcaldy na mesma estrada que sir Balfour Murray e seu irmão ferido, ela lhes oferece seus serviços como curandeira. Ao saber que tem em comum com sir Balfour um juramento de vingança, decide seguir com ele para cumprir a sua missão. Mas ela não pode lhe revelar sua verdadeira identidade, sob o risco de ser acusada como espiã. Enquanto luta para negar o desejo que a dominou assim que viu o belo cavaleiro de olhos negros pela primeira vez, Maldie tenta a todo custo conservar o aliado. Balfour, por sua vez, sabe que não pode confiar nela, mas também não consegue ignorar a atração que nasceu entre os dois. E, ao mesmo tempo que persegue seu objetivo de destruir Beaton de Dubhlinn, promete descobrir os segredos mais profundos dela e conquistar o seu amor. Para isso, não deixará que nada se interponha em seu caminho.

Resenha


O Destino das Terras Altas é o primeiro livro da série Os Murrays, da Hannah Howell. Quando eu li meu primeiro livro da Hannah em 2011 eu não lia muito, muito menos romances ambientados em épocas distantes como o século XVIII como na série Wherlocke, mas adorei mesmo assim, por isso fiquei muito empolgada quando a Arqueiro divulgou que lançaria livros dela por aqui.

Nessa história, que se passa na Escócia do século XV, conheceremos sir Balfour Murray, líder do clã Murray, que descobre logo nas primeiras linhas que seu irmão caçula foi sequestrado pelo líder do clã inimigo, William Beaton. Os Murray e os Beaton estão em guerra há mais de treze anos, desde que o pai de Balfour teve um caso com a esposa de Beaton e dela nasceu Eric. O bebê foi deixado para morrer ao relento, mas os Murrays encontraram e, sabendo de quem se tratava, Eric foi criado como um dos seus.

Mesmo a morte do pai deles não levou a guerra ao fim e agora que Beaton sequestrou o Eric, Balfour e seu irmão Nigel não deixarão isso sem retaliação e sem resgatar o garoto. Mas a primeira tentativa de entrar em Dubhlinn para o resgate foi um fracasso e, além de perder essa batalha, Nigel ficou gravemente ferido e é no retorno para Donncoill que ele encontra Maldie Kirkcaldy. O caso é que ele não encontra Maldie por acaso.

Maldie foi criada pela mãe, que sempre repetia como o responsável de suas vidas serem tão complicadas era o pai dela, por tê-la desonrado, engravidado e, ao ver que gerara uma menina, as abandonou a própria sorte. Não satisfeita em ter "doutrinado" Maldie para odiar o pai e a querer distância do clã Kirkcaldy, em seu leito de morte Margaret fez a filha prometer se vingar de Beaton, matando-o. Entretanto, três meses depois da morte da mãe e muita vigilância, Maldie ainda não conseguiu concluir sua missão e viu na derrota dos Murray uma oportunidade de unir forças para concluí-la, ainda que não pudesse deixar clara sua intenção ou sua história.
Eu a desejo, pensou ele, com uma mistura de espanto e divertimento. O divertimento foi por conta de desejar uma mulher tão pequena, impertinente e descabelada. O espanto pela rapidez e ferocidade com que a desejava, pois nunca quisera uma mulher de forma tão repentina e tão intensa.
P. 17
Sendo uma curandeira, o ferimento de Nigel e de tantos outros soldados é a brecha de que Maldie precisava para se aproximar, mas isso acontece também porque Balfour a acha muito atraente e o desejo que sente por ela é algo forte e muito rápido, ainda que acredite que muitas mulheres não o veem com bons olhos, principalmente quando o comparam com a beleza de Nigel.

No pouco tempo que Maldie passa em Donncoill ela cuida de Nigel e fica cada vez mais difícil se distanciar de Balfour, até que se tornam amantes, mas como vivem um momento de preparação para um novo ataque a Dubhlinn, todo cuidado é pouco e ter uma estranha que não fala praticamente nada de seu passado em um momento como esse é preocupante, afinal, quem garante que ela é quem diz ser? E se for uma espiã de Beaton?
O que vinha nascendo entre ele e Maldie era muito mais poderoso e profundo que luxúria. O que ele ainda não sabia, no entanto, era se aquilo era destino, os primeiros sinais do amor ou uma daquelas paixões raras e ofuscantes com que a maioria dos homens sonhava e que poucos experimentavam.
P. 46
Balfour é um líder respeitado e imponente, mas quando o assunto é mulher, embora exale virilidade, as mulheres ao longo de sua vida sempre deixaram muito claro que, quando comparado com o irmão mais novo, ele perderia, ainda que sua posição no clã fosse a mais alta. Claro que isso reflete no momento em que vive e a insegurança não o deixa, pois, na cabeça dele, enquanto Maldie cuida de Nigel, esse tem a oportunidade de ser galante e conquistá-la.

Maldie por outro lado é muito orgulhosa e, em alguns momentos, acho que ela poderia ter facilitado um pouco a vida de todos dando só um pouquinho mais de informação e não levantando tantas suspeitas contra si mesma. Sem falar em algumas atitudes muito imprudentes, sem levar em conta as consequências de suas atitudes.
Maldie começou a temer que fosse um caso perdido, que Balfour já estivesse enterrado em seu coração. Enquanto sua mente passara tanto tempo preocupada com a paixão que acometera a ambos e determinada a combatê-la, seu coração havia aceitado que Balfour era o homem que ela desejava.
P. 42
Adorei a maneira como Hannah construiu os personagens, com suas virtudes e defeitos, cada um aprendendo e melhorando, ora se mostrando fortes e em outros necessitando do apoio de outros. Além de tudo ela me deixou super curiosa em relação ao próximo livro, do Nigel, personagem que me conquistou logo com seu carisma a língua afiada. Já quero ler, né?

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Comentários
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2 comentários:

  1. Lay!
    Bom ver um livro bem construído e com enredo envolvente que traz a vontade de poder ler os outros que virão.
    cheirinhos
    Rudy

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  2. Eu adoro estes enredos passados em épocas tão distantes, ainda mais quando envolvem isso de clãs e vinganças!
    Acho interessante que há muito disso ainda hoje em dia né?
    Mas misturar vingança e amor sempre rende histórias fantásticas e pelo que acompanhei acima, lá vem coisa boa demais!
    Apesar de ter lido pouco demais da autora, sei do que ela é capaz e com certeza, vou querer acompanhar esta saga!
    Beijo

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