7 de mai de 2019


[Resenha] A Torre do Amor - Eloisa James

Ficha Técnica 

Título: A Torre do Amor
Título Original: Once Upon a Tower
Autor: Eloisa James
ISBN: 978-85-8041-885-9
Páginas: 352
Ano: 2018
Tradutor: Livia Almeida
Editora: Arqueiro
Quando Gowan, o magnífico duque de Kinross, decide se casar, seu plano é escolher uma jovem adequada e negociar o noivado com o pai dela. Ao conhecer Edie no baile de apresentação dela à sociedade, ele acredita que, além de linda, ela também seja a dama serena que ele procura e imediatamente pede sua mão. Na verdade, o temperamento de Edie é o oposto da serenidade. No baile, ela estava com uma febre tão alta que mal falou e não conseguiu prestar atenção em nada, nem mesmo no famoso duque de Kinross. Ao saber que seu pai aceitou o pedido do duque, ela entra em pânico. E quando a noite de núpcias não é tudo o que podia ser... Mas a incapacidade de Edie de continuar escondendo seus sentimentos faz com que o casamento deles se desintegre e com que ela se recolha à torre do castelo, trancando Gowan do lado de fora. Agora o poderoso duque está diante do maior desafio de sua vida. Nem a ordem nem a razão funcionam com sua geniosa esposa. Como ele conseguirá convencê-la a lhe entregar as chaves não só da torre, mas também do próprio coração?

Resenha


Seguindo com a série Contos de Fadas da Eloisa James, chegou a hora desse conto, que, ao contrário dos outros, tem duas histórias como inspiração: Romeu e Julieta e Rapunzel. A Torre do Amor é o quarto livro da série, que já trouxe os livros: Quando a Bela Domou a Fera, Um Beijo à Meia-Noite e A Duquesa Feia.

Gowan Stoughton de Craigievar é o duque de Kinross e chefe do clã MacAulay. Aos 22 anos, ele é  dirigente do Banco da Escócia, poderoso, inteligente e respeitado. Como assumiu o título aos 14 anos, sua vida sempre foi dedicada ao ducado e suas responsabilidades, visto que seu pai nunca foi muito responsável em nenhum aspecto das vida, para isso, ele leva sua agenda muito a sério, otimizando ao máximo o seu tempo. Assim, ao ter que visitar a Inglaterra por conta de negócios, ele aceita participar de um baile promovido pelo conde de Gilchrist, porque precisa encontrar uma esposa.

Gowan sempre tratava de negócios com Gilchrist, que ocupava o mesmo cargo que ele no Banco da Inglaterra, mas não sabia que o homem tinha uma filha e que estava debutando naquele evento, lady Edith Gilchrist.
E lá estava ele: matando dois coelhos com uma cajadada só. Preferia matar três ou quatro, mas às vezes era obrigado a se contentar com pouco.
P. 13
Edie sempre foi apaixonada por música e é uma excelente violoncelista, mesmo que mulheres não pudessem ser musicistas, ainda mais as da nobreza. Esse era o único ponto em comum com seu pai e o que começou como uma maneira de ter a atenção dele, tornou-se sua paixão e por esse motivo ela debutou apenas aos 19 anos. Ainda que soubesse que seu casamento seria um acordo quando seu pai achasse que ela deveria se casar, ela não imaginava que logo após seu baile estaria noiva de um duque escocês. E para completar, Edie estava com muita febre no dia, o que fez com que ela não agisse como ela mesma, ou seja, estava muito calada e passiva.
Depois da troca de cartas, ela tinha certeza de que Kinross desejava se casar com uma mulher sensual e audaciosa. Alguém que pudesse falar coisas como ponteiro ereto, palavras que Edie mal conseguia compreender. Queria mais do que nunca olhar nos olhos dele e ver desejo. Até mesmo luxúria. Se ele a olhasse e o ponteiro não ficasse ereto, usando uma linguagem lírica, ela se sentiria humilhada.
Queria deixá-lo atordoado.
P. 58
Ao se reencontrarem, fica visível que o casal se dará muito bem, ainda que Edie não seja a pessoa que ele viu no baile. Eles têm humor, tem seus momentos que não abrem mão (ele do trabalho e ela das horas de estudo) e, sendo tão jovens, têm muito a aprender com o casamento, com a vida a dois, sabem disso e estão dispostos a ter um casamento feliz - ao contrários dos exemplos que têm dos pais.  Tudo parece fluir perfeitamente bem, mas, a noite de núpcias é um fiasco para Edie e daí para a frente o casamento parece ruir rapidamente.

Ao contrário dos outros romances de época que já li, nesse o casal não se entende na cama e eles têm muita dificuldade de comunicação nesse aspecto. Ainda que eles se entendam, gostem um do outro, conversem, esse é um assunto difícil de abordar e, tratando-se da época em que o livro se passa, é perfeitamente compreensível que eles tivesse esse tipo de dificuldade. Se ainda hoje para muitas mulheres é difícil falar sobre esse assunto, imagina no século XIX.
Era melhor reconhecer o fato, pelo menos para si mesmo. Alguma coisa não ia bem. Não era tudo o que ele esperava... não era aquilo o que os poetas descreviam. Mesmo nas profundezas do prazer, Gowan sentia que era como ela estivesse lhe fazendo um favor. Chegava a suspeitar que Edie pensava em música enquanto ele estremecia de desejo.
P. 206
A angústia do casal é imensa, pois ambos se culpam pelos problemas sexuais, mas não conversam um com o outro, o que faz com que repitam parte dos problemas dos seus pais: a falta de comunicação. Como Gowan e Edie são jovens e muito perfeccionistas, atribuo que parte dos problemas deles vêm dessa união e eles precisarão amadurecer e entender seus sentimentos para fazer com que a união seja feliz e duradoura.

Além dos protagonistas, temos a presença constante da madrasta de Edie, que eu não vejo como algo positivo, afinal o casamento dela está ruindo quando Edie está iniciando o seu, mas ela é a única figura materna que tem. Tem também um crossover aqui com personagens do livro Simplesmente o Paraíso, da série Quarteto Smythe-Smith da Julia Quinn e nos permite reencontrar Honoria e o conde de Chatteris.
Edie era a única pessoa no mundo que importava para ele. Seus pais estavam mortos. Tinham sido problemáticos demais para amá-lo e o amor que ele sentira por eles havia se esvaído. Molly desaparecera. As tias eram, no máximo, cordiais, e Layla tinha adotado Susannah.
Mas Edie o amava. Afirmara isso, e ele precisava acreditar: foram as palavras que ela disse logo antes de sua partida. Se ela o amava, talvez fosse capaz de perdoá-lo. Trevas estavam à espreita em sua vida tão organizada, mas ele queria banir a escuridão.
Tinha que confessar a ela. Tinha que abrir seu coração.
P. 319-320
Adorei a história, ainda que tenha demorado de me aproximar dos protagonistas, mas o que achei difícil de conectar foram as histórias de inspiração para esse romance. Há muito pouco de Romeu e Julieta e de Rapunzel aqui, então poderia ser apenas um romance de época e eu passaria tranquila por essa história. Ou seja, para mim, o primeiro livro dessa série ainda é o melhor.

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Comentários
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Um comentário:

  1. Não é a primeira vez que leio que o primeiro livro da série é o melhor( e para mim, o que tem a capa mais linda também)
    Mas venho acompanhando esta saga dos Contos de Fadas da Eloisa já tem um bom tempo e mesmo sem ter lido nenhum dos livros anteriores, sei lá, seria um erro ter juntado duas histórias em uma somente? Não sei...
    Talvez esteja aí a falta de conexão(ou a demora desta conexão) com os personagens.
    Espero começar a série o quanto antes!
    Beijo

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