24 de jul. de 2019


[Resenha] Uma Loucura e Nada Mais - Mary Balogh

Ficha Técnica 

Título: Uma Loucura e Nada Mais
Título Original: The Escape
Autor: Mary Balogh
ISBN: 978-85-8041-973-3
Páginas: 272
Ano: 2019
Tradutor: Lúcia Brito
Editora: Arqueiro
Depois de sobreviver às guerras napoleônicas, Sir Benedict Harper está lutando para seguir em frente e retomar as rédeas de sua vida. O que ele nunca imaginou era que essa esperança viesse na forma de uma bela mulher, que também já teve sua parcela de sofrimento. Após a morte do marido, Samantha McKay está à mercê dos sogros opressores, até que planeja uma fuga para o distante País de Gales para reivindicar uma casa que herdou. Como o cavalheiro que é, Ben insiste em acompanhá-la em sua jornada. Ben deseja Samantha tanto quanto ela o deseja, mas tenta ser prudente. Afinal, o que uma alma ferida pode oferecer a uma mulher? Já Samantha está disposta a ir aonde o destino a levar, a deixar para trás o convívio com a alta sociedade e até mesmo a propriedade que é sua por direito, por esse...

Resenha


Demorou, mas chegou! Uma Loucura e Nada Mais, terceiro livro da série Clube dos Sobreviventes traz a continuação das histórias de superação desses amigos que encontraram uns nos outros, e em si mesmos, forças para lutar contra as sequelas deixadas pelas Guerras Napoleônicas.

Para iniciar esse livro voltamos ao mesmo ponto de partida do segundo livro dessa série, Um Acordo e Nada Mais, pois as histórias ocorrerão em paralelo, ou seja, enquanto Vincent encontra seu rumo, Benedict também terá a sua chance de seguir em frente.

Assim como vimos na história de Vincent, Ben se sente sufocado com a proteção da família e creio que no caso deles, as sequelas realmente inspirem isso na família – Vincent ficou cego e Ben consegue, após diversas cirurgias e muito exercício, “andar” com a ajuda de muletas especiais.
— P-prefiro estar aqui - disse Flavian. - Se algum dia um de nós sair daqui infeliz porque não c-conseguiu confiar nos demais, então será melhor p-parar de vir. Afinal de contas, George mora nos confins da Cornualha. Quem v-viria só pela paisagem?
P. 11
Conhecendo um pouco mais sobre Ben, descobrimos que ele é o irmão do meio de quatro – Beatrice, Wallace, Ben e Calvin -, mas sempre foi mais próximo da irmã e que, assim como Wallace sempre quis seguir na política (e isso ficou mais forte depois que herdou um baronato) e Calvin tinha interesse na administração da propriedade deles, Kenelston, Ben queria ir para o exército e durante muitos anos seguiu seu caminho, construiu uma carreira, mas na mesma semana em que Wallace sofreu um acidente e morreu, deixando para ele o baronato e as responsabilidades que vinham com ele, Ben foi atingido em campo e praticamente morreu.

Enquanto os anos passavam e ele lutava contra todas as possibilidades em Penderris Hall (morrer ou nunca mais voltar a andar), Calvin – que já administrava tudo para Wallace – continuou seu trabalho e, para Ben, estava tudo certo. O problema começou quando ele voltou para casa, mas com o irmão, a cunhada e os sobrinhos vivendo debaixo do mesmo teto que deveria ser sua residência, sem deixar que ele faça absolutamente nada, mostrou para ele que ali não era o seu lar.
— Longe disso — disse ele. — A dor não é insignificante. Tampouco a perplexidade ou o medo. Ou condições como pobreza ou falta de moradia. Mas em algum lugar, em algum lugar, há paz. E nem é um lugar distante. Esse lugar está bem dentro de nós, sempre presente, na verdade, apenas esperando olharmos para dentro para encontrá-lo.
P. 155
Mas, após três anos de sua saída de Penderris Hall e com 29 anos, Ben precisa decidir o que fará da sua vida agora que finalmente entendeu que não poderá voltar para o exército, mas também não tem interesse em ser administrador. Sua única certeza é que continua sendo um homem de ação, mas agora com os movimentos reduzidos e limitados. É por isso que, saindo da reunião com os amigos na Cornualha, ao invés de ir para casa, ele vai para Robland Park passar algumas semanas com a irmã enquanto ela se recupera de uma forte gripe e, em sua primeira tentativa de saltar um obstáculo a cavalo, quase acerta a vizinha de sua irmã, a viúva Samantha McKay.

Samantha cuidou do marido sozinha em Bramble Hall por cinco anos, desde que ele retornou da guerra gravemente ferido, mas, apenas em seus últimos dias de vida, a irmã de Matthew – Matilda – veio para ajudá-la – era melhor nem ter vindo 🙄. Quatro meses depois da morte do marido, Samantha está saindo do torpor que a situação lhe causou e o convívio com a cunhada tem sido cada vez mais difícil, afinal está claro para ela que o objetivo de Matilda é vigiá-la, pois seu sogro, o conde de Hearthmoor, tem regras muito rígidas de comportamento e o fato dela ter ¼ de sangue cigano correndo nas veias certamente é garantia de mau comportamento 🙄.

Embora tenha apenas 24 anos, quando Ben conhece Samantha acha que ela é uma matrona por conta da roupa de luto profundo que ela está usando, que não foi ajustada ao tamanho dela e, a forma como eles se conheceram, que não foi nada cordial e convencional. Mas, após as desculpas, eles se tornarão amigos e ajudarão um ao outro a recomeçarem.
Às vezes é bom simplesmente se esquecer de tudo o que talvez se devesse lembrar, e simplesmente viver o momento.
Às vezes o momento é tudo o que realmente importa.
P. 177
Samantha quer ser livre e viver, mas não tem apoio da família de seu marido e muito menos do que sobrou de sua família, um meio-irmão, e encontrará em Ben uma pessoa aberta a ouvi-la, hábito ele que aperfeiçoou nos anos que passou na Cornualha. Ben precisa encontrar seu caminho, descobrir uma atividade que possa exercer com as limitações físicas que tem e conhecer e conviver com Samantha também lhe mostrou que ele está vivo para o amor, algo que ele não pensava enquanto estava se recuperando. A questão depois disso é: como lidar com as marcas do seu corpo?

A história nesse livro é linda e me surpreendeu. A forma como Mary construiu a relação entre Ben e Samantha, gradualmente e sem nada daquelas situações forçadas, tornou o livro ainda mais interessante. Só preciso ressaltar que, embora eu tenha gostado bastante da história, achei que houve um destaque maior para a história de Samantha do que para a de Ben, que é um dos integrantes do Clube dos Sobreviventes, que nomeia a série, queria mais dele.

Bem, enquanto espero o quarto livro da série, lerei o conto O Pretendente, para curtir um pouco mais da escrita da Mary Balogh 😉.

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P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
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6 comentários:

  1. adoro romance histórico, gostei mt da sua resenha desse e fiquei curiosa com a leitura

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    1. Obrigada, Lívia!
      Sou completamente apaixonada pelos romances de época, então acho que as resenhas são ainda mais recheadas de sentimentos. ☺️
      Beijos

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  2. Amo romances históricos e essa autora descreve super bem
    Espere ler em breve

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    1. Verdade, Eliane. A Mary arrasa!
      Espero que você possa ler em breve. Já iniciou a leitura dessa série? O que está achando?
      Beijos

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  3. Preciso tanto ler este livro e os anteriores da série. Amo as letras da Mary, apesar de conhecer bem pouco, mas dá para ver que todo o universo que ela criou é fabuloso, não somente pelos cenários, mas pelas personagens fortes e donas de si.
    Mas claro, não se esquivando do amor..rs
    Quero muito ler!
    Beijo

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    1. Verdade, Angela. A Mary tem um escrita ímpar e nessa série Clube dos Sobreviventes ela aborda assuntos mais profundos do que na série Os Bedwyns. Amo as duas 😍

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