26 de ago de 2019


[Resenha] Um Jogo de Amor e Sorte - Beth Reekles

Ficha Técnica 

Título: Um Jogo de Amor e Sorte
Título Original: Rolling dice
Autor: Beth Reekles
ISBN: 978-85-8246-937-8
Páginas: 320
Ano: 2019
Tradutor: Marcia Blasques
Editora: Astral Cultural
Depois de se mudar de uma pequena cidade no Maine para a Flórida, Madison Clarke aproveita a oportunidade para se reinventar, esquecer os dias de solidão e fazer parte da turma popular da escola, afinal, a nova Madison é descolada, espontânea e ousada. Porém, dizem que quanto mais alto você sobe, maior é a queda – e Madison fará qualquer coisa para impedir que sua nova vida despenque ladeira abaixo. Quem sabe o que vem pela frente nesta nova vida na Flórida?




Resenha


Conheci a Beth Reekles através do filme da Netflix A Barraca do Beijo, que foi uma adaptação do romance que ela escreveu e que também foi publicado pela Astral Cultural. Embora o filme não tenha sido uma grande produção ou de uma grande história, fiquei interessada em ler um livro da autora.

Em Um Jogo de Amor e Sorte Beth apresenta Madison Clarke, uma adolescente de dezesseis anos que acabou de se mudar de uma cidadezinha no Maine para a Flórida e com isso tem a oportunidade de deixar a antiga Madison no passado e reconstruir sua história.

Madison sempre sofreu bullying na sua antiga escola por estar acima do peso, mas ela nunca contou para sua família. Ela aprendeu a não demonstrar aos "colegas" como ficava por conta das atitudes e comentários deles e depois que sua irmã mais velha saiu da escola foi ainda pior.
Porém, quando as pessoas têm uma opinião sobre você, é muito difícil mudá-la. Elas já julgaram você, gostam de rotular, e desejam que você permaneça com esse rótulo para sempre. Você foi alocada em um lugar na sociedade delas, e é aí que querem que você fique.
Então, quando perdi peso, tirei o aparelho, e mesmo quando comecei a usar lentes de contato, simplesmente pelo fato de elas serem mais convenientes do que os óculos, ninguém se importou. As pessoas podem ser rasas e superficiais, mas de vez em quando são egoístas demais para reparar em você.
P. 15
Agora na Flórida ela tem a chance de ser ela mesma, sem a pressão de ser comparada com a irmã mais velha, sem o estereótipo que lhe perseguiu. Para isso, ela também precisará se permitir fazer novos amigos e assim logo a vemos conquistando esses amigos, principalmente pessoas que ela logo identifica como sendo populares, o tipo de pessoa que em sua antiga vida, nem olharia na cara dela.

Fica muito claro como Madison sente-se lisonjeada com a atenção dessas pessoas e pelo fato de quererem ser amigos dela e por isso vemos que ela não questiona algumas atitudes deles em relação à outros amigos que fez, pelo fato deles serem considerados nerds, algo que me incomodou muito, pois mostrou que ela também pode ser bem superficial na ânsia de ser aceita. 
— Porque isso me fez perceber uma coisa — digo. — Que sempre há alguém que vai ajudar você, seja no que for. Mesmo se você não quiser notar que essa pessoa está lá. Sempre há alguém que, mesmo que não entenda exatamente, estará lá por você. E você só tem que se deixar ajudar.
P. 187
Ainda que tenha citado como o bullying pode interferir na vida das pessoas, Beth não aprofunda o tema, assim como falta desenvolvimento dos personagens e da história, tornando tudo muito superficial. Mesmo sendo o Young Adult, com personagens jovens, esperava uma história que tivesse mais profundidade dos assuntos e do enredo. Sinceramente, não foi para mim.

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Comentários
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4 comentários:

  1. Olá
    Uma pena que vá autora fez uma personagem superficial que quer ser aceita pelo grupo
    Acho tão nescessário mostrar que primeiro temos que nos amar do jeito que somos sermos pessoas autênticas. não sermos e nem acertarmos coisas que muitas vezes vai contra nossa vontade, nossa indole só para as pessoas nos aceitarem
    Sinceramente não fiquei com vontade de ler
    Parabéns pela resenha sincera

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    1. Exato, Eliane, nós temos que nos aceitar primeiro e não nos modificarmos para sermos aceitos, independente da idade.
      Obrigada por ter gostado da resenha e pelo carinho em comentar.
      Beijos

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  2. Mesmo que não tenha lido a Barraca do Beijo, assisti o filme e pelo que li desta resenha, a autora gosta disso de enredos mais juvenis, sem dar muita ênfase em assuntos mais densos e que sim, deveriam ser aprofundados sim.
    Típico livro para adolescentes...rs
    Mas oh, tem nada de errado nisso não. Fato é que a gente quer sempre mais, já estamos mais habituados a livros mais densos. E talvez o público que a autora deseja atingir seja aquele ainda em formação.
    Quero sim, poder tirar minha opinião!
    Beijo

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    Respostas
    1. Sim, Angela, acho que deva ler e tirar suas próprias conclusões. O problema não é apenas o fato dos assuntos não serem aprofundados, mas os personagens também são superficiais e a questão da mudança superficial de personalidade para ser aceito não me agrada muito.
      Beijos

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