2 de dez. de 2019


[Resenha] A Viagem do Peregrino da Alvorada - C.S. Lewis

Ficha Técnica 

Título: A Viagem do Peregrino da Alvorada
Título Original: The Voyage of the Dawn Treader
Autor: C.S. Lewis
Ilustrações: Pauline Baynes
ISBN: 978-85-7827-266-1
Páginas: 216
Ano: 2010
Tradutor: Paulo Mendes Campos
Editora: WMF Martins Fontes
Lúcia e Edmundo, com seu odioso primo Eustáquio a tiracolo, embarcam numa incrível viagem de aventuras e descobertas, a bordo do imponente navio Peregrino da Alvorada. Rumo às Ilhas Solitárias, em busca dos sete amigos desaparecidos do pai do rei Caspian, eles encontram um dragão, uma serpente do mar, um bando de criaturas invisíveis, um mágico e o próprio Aslam, o Grande Leão, que os presenteia com uma promessa muito especial.





Resenha


Continuando com a releitura da série As Crônicas de Nárnia em ordem cronológica, cheguei ao quinto livro, A Viagem do Peregrino da Alvora. Iniciamos esse livro um ano depois da aventura vivida em Príncipe Caspian. O pai dos irmãos Penvensie conseguiu uma vaga de professor nos Estados Unidos no verão.. Como não poderia levar toda a família por conta do custo, apenas Susana foi com os pais. Enquanto isso, Pedro, que precisava estudar para os exames - que não fica claro quais são - irá para a casa do professor Kirke, que já não mora na mesma casa da época da guerra; agora vive em um pequeno chalé de um quarto. Assim, Edmundo e Lúcia não tiveram escolha a não ser ficar na casa dos tios Arnaldo e Alberta e conviver por quatro meses com o primo Eustáquio.

Os primos são completamente diferentes - Eustáquio é insuportável - e a convivência na casa está cada vez pior, principalmente para Edmundo, que precisa dividir o quarto com o primo. Some a isso o fato de estar longe da família e a incerteza de saber quando e se poderão retornar à Nárnia.

Mas como Aslam havia dito no final de Príncipe Caspian, Edmundo e Lúcia retornariam à Nárnia e isso aconteceu graças a um quadro que havia na casa dos tios - do qual eles não gostavam, é claro! Eles só não imaginavam que Eustáquio também teria a chance de conhecer a terra que tanto amam.
Só Lúcia soube que ao revolutear em torno do mastro, o albatroz murmurara: "Coragem, querida!". Era a voz de Aslam, e seu hálito suave roçou-lhe a face.
P. 180
Ao chegarem em Nárnia, os irmãos embarcam no Peregrino da Alvorada, navio que está em uma missão exploratória e de resgate pelos mares comandada pelo próprio Caspian. Em Nárnia passaram três anos desde a última aventura e, agora que o reino está em paz, Caspian viaja em busca de respostas sobre o destino dos sete fidalgos leais a seu pai que saíram em missão sete anos antes sob ordens de seu tio Miraz.

Claro que nessa aventura não poderia faltar o valente Ripchip, que vê na missão do Peregrino, a chance de realizar seu sonho de conhecer o País de Aslam, que segundo as lendas, fica além das terras do fim do mundo.
— Em todos os mundos há um caminho para o meu país — falou o Cordeiro. E enquanto ele falava, sua brancura de neve transformou-se em ouro quente, modificando-se também sua forma. E ali estava o próprio Aslam, erguendo-se acima deles e irradiando luz de sua juba.
P. 230
Enquanto buscam pelos antigos fidalgos telmarinos, a tripulação do Peregrino passará por terras que estão sob o domínio de Nárnia - mas que há muito tempo não vêm seu governante e, por isso, precisa de muitos ajustes de conduta -, enfrentará diversas situações complicadas - que envolverão, ou não, magia -, descobrirá novas terras e evoluirão como pessoas.

A história desenvolvida nesse livro é uma verdadeira viagem, não apenas do navio e da exploração dos mares em si, mas uma viagem de autoconhecimento. Lewis dá destaque para Caspian, Lúcia e principalmente para Eustáquio, que enfrentarão algumas situações individualmente para o próprio crescimento. E o que dizer de Aslam? Como sempre incrível e presente - visível ou não - e os momentos em que surge são de puro aprendizado.
— Já são muito crescidos. Têm de chegar mais perto do próprio mundo em que vivem.
— Nosso mundo é Nárnia — soluçou Lúcia. — Como poderemos viver sem vê-lo?
— Você há de encontrar-me, querida — disse Aslam.
— Está também em nosso mundo? — perguntou Edmundo.
— Estou. Mas tenho outro nome. Foi por isso que os levei a Nárnia, para que, conhecendo--me um pouco, venham a conhecer-me melhor.
P. 230
Mais uma vez a mensagem que C.S. Lewis passa é brilhante através de sua fantasia e deixa sempre o gostinho de quero-mais. Então, que venha A Cadeira de Prata.

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