28 de dez. de 2019


[Seriando um Pouquinho] The Witcher


Eu passei dias vendo vídeos em que o Henry Cavill explicava o processo de filmar The Witcher. Desde ser fã dos jogos (principalmente o terceiro) e ter devorado os livros quando descobriu que eles existiam até se preparar fisicamente para o personagem, malhando e até mesmo se desidratando para gravar certas cenas (tadinho). Cada vídeo aumentava minhas expectativas sobre a série, me deixando cada vez mais empolgada.

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Primeiro, é importante dizer que o Henry Cavill vai ganhar o prêmio de funcionário do mês da Netflix. O amor que ele tem pela história e pelo personagem é imenso. Desde O Senhor dos Anéis eu não vejo um ator se dedicar tanto a um papel e amar tanto fazer parte de uma história. Quando numa entrevista ele disse que não precisou se preparar para interpretar Geralt porque ele viveu como o witcher durante meses, é verdade. Henry Cavill nasceu para interpretar Geralt de Rívia e isso fica claro em cada gesto dele na série. Este é o grande triunfo de The Witcher

Em segundo lugar, é crucial lembrar que, apesar de preencher a lacuna de grande seriado de fantasia medieval, The Witcher não é Game of Thrones. Como o próprio Henry Cavill já disse em entrevistas, o tipo de fantasia é a única semelhança entre as duas série. Elas existem em lugares opostos de um espectro: um cenário de baixa magia e um de alta magia. Enquanto GoT era focada em política e intrigas, The Witcher é sobre monstros mágicos, com um pouco de política como pano de fundo. Então é bom não ir assistir com a expectativa errada. 

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A trama segue os três protagonistas em três linhas do tempo distintas que vão se aproximando conforme os episódios avançam. Geralt é um witcher (ou wiedźmin, no original em polonês), um neologismo pra descrever um mercenário caçador de monstros sem afiliação política. Ele viaja de cidade em cidade matando criaturas malignas e tentando receber dinheiro por isso. Witchers (conhecidos como bruxeiros na tradução em português) são mutantes criados através de magia e que ganham habilidades como enxergar no escuro e super velocidade quando tomam poções. Dizem que eles não tem sentimentos e são odiados por todo o mundo. Geralt, apesar de bruto e monossilábico, se importa muito com as pessoas e é até um pouco carente. 

Yennefer é uma moça com deficiência, vista como uma aberração por todos, que possui um dom para magia. Seu caminho para se tornar uma das feiticeiras mais poderosas do continente é cheio de traições e conflitos. Enquanto isso, a princesa Cirilla de Cintra (também conhecida como Ciri) escapa da queda de seu reino e de uma guerra, em busca de Geralt, a quem está conectada pelo destino. Sua jornada à procura do witcher é cheia de perigos e perseguições, enquanto foge de um cavaleiro misterioso. Os destinos destas três pessoas vão se entrelaçar e, em alguns momentos, colidir.

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O elenco é muito competente, com Henry Cavill impecável como Geralt, seus maneirismos e até sua voz muito iguais aos do personagem nos livros e jogos. Anya Chalotra, que sofreu bullying nas redes sociais por não ser tão bonita quanto a personagem nos jogos (o que é absurdo porque Yennefer é inumanamente linda no jogo e um nível normal de bonita no livro), entrega uma feiticeira com a qual a gente consegue simpatizar. Tanto ela quanto o witcher são personagens danificados e acostumados e serem maltratados por todos. Outro grande destaque fica por conta de Joey Batey, que interpreta o bardo Jaskier (Dandilion, nos livros e nos jogos). O ator é mesmo músico, tem uma banda chamada The Amazing Devil, e eu te desafio a não passar os próximos dias cantarolando Toss a coin to your witcher

As cenas de luta são maravilhosas. A coreografia parece uma dança, fluida e precisa, e mais violenta do que a gente está acostumado em séries de fantasia. Aqui tem mais sangue e ferimentos mais realistas, o que não é um demérito de jeito nenhum. 

A caracterização dos personagens é bem eficiente. Os figurinos são lindíssimos e até a peruca do Geralt, que me preocupava na época da pré produção, funciona na maioria das vezes. O único defeito da série nesse aspecto são os efeitos visuais de algumas das criaturas, que não parecem à altura do resto do visual. O sylvan no episódio 2 me incomodou particularmente porque eu tive a impressão de que ele pareceria mais realista se tivesse sido feito usando próteses e maquiagem (como em O Labirinto do Fauno).

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No geral, The Witcher é uma série divertida e empolgante, com personagens que despertam empatia e monstros exóticos. Recomendada pra quem gosta de fantasia, ação e do Henry Cavill sem camisa.
Elenco
Henry Cavill como Geralt 
Anya Chalotra como Yennefer
Freya Allan como Ciri
Joey Batey como Jaskier
Lars Mikkelsen como Stregobor
MyAnna Buring como Tissaia
Comentários
2
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2 comentários:

  1. Vem logo segunda temporada!!!!rs
    Acabei devorando essa série em dois dias em frente a tv e não vejo a hora de ver o "Bruxão" em ação novamente.
    Tá, a gente brinca pela beleza ímpar do Henry,mas a série toda é um apanhado lindo de atuações impecáveis, cenários, fotografia, música(chata) e claro, as cenas de luta parecem realmente um balé!
    Super recomendo!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

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  2. Tamy!
    Gosto muito dessa fantasia mais épica e que traz bruxos e outrros elementos.
    Ainda não tive oportunidade de seriar, mas já anotei aqui.
    Valeu!
    Um novo ano carregado de esperança e amor no coração!
    cheirinhos
    Rudy

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