25 de jan. de 2020


[Resenha] BTK Profile: Máscara da Maldade - Roy Wenzl, Tim Potter, Hurst Laviana e L. Kelly

Ficha Técnica 

Título: BTK Profile: Máscara da Maldade
Título Original: The Night Diary
Autores: Roy Wenzl, Tim Potter, Hurst Laviana e L. Kelly
ISBN: 978-85-9454-087-4
Páginas: 288
Ano: 2019
Tradutor: Débora Isidoro
Editora: DarkSide Books
Ao longo de três décadas, um monstro aterrorizou os moradores de Wichita, Kansas. Um assassino em série que amarrava, torturava e matava mulheres, homens e crianças, iludiu a polícia por anos a fio enquanto se vangloriava de suas terríveis façanhas para a mídia. A nação ficou chocada quando os crimes de BTK — a sigla para os termos em inglês bind, torture, kill, que eram sua assinatura criminosa — foram enfim associados a Dennis Rader, um vizinho amigável, marido devoto e respeitado presidente da congregação de uma igreja local. O jornal Wichita Eagle fez a cobertura do assassino em série desde seu primeiro ataque, em janeiro de 1974. Desde então, o jornal, a polícia e o assassino desenvolveram um intricado relacionamento. Foi por meio do Eagle que BTK enviou sua primeira mensagem, em 1974. Foi para o Eagle que, alguns anos depois, o desesperado chefe de polícia de Wichita pediu ajuda para criar uma armadilha para o assassino. Foi em uma carta para o Eagle que BTK anunciou seu reaparecimento, em 2004. E foi por meio dos classificados do jornal que o chefe da investigação levou BTK a cometer um erro que resultou em sua captura, em 2005. O Wichita Eagle transcreveu todo o julgamento e o postou na internet para que a população tivesse acesso à informação. A imagem da estranha máscara feita de plástico resistente, na qual ele pintara lábios, cílios e sobrancelhas se tornou icônica entre as evidências do caso. A cobertura abrangente e aprofundada — que gerou mais de oitocentos artigos entre 2004 e 2006 — rendeu prêmios jornalísticos e elogios a uma dedicada equipe compromissada com a verdade. E virou livro. BTK Profile: Máscara da Maldade é um registro contundente e não uma mera reconstituição do caso, com uma narrativa íntima e completa de um pesadelo que assolou a cidade de Wichita por décadas, contada em primeira mão pelas pessoas que estavam lá desde a chocante descoberta. Os repórteres que cobriram o caso reuniram documentos, evidências e depoimentos da força-tarefa designada para a investigação, colocando todas as peças do horrendo quebra-cabeça em seu devido lugar. Enquanto muitos se concentraram apenas em retratar o mal, o competente time por trás deste livro optou por dedicar a mesma quantidade de tempo às pessoas que o erradicaram. As pessoas que detiveram BTK são policiais de verdade — personagens de carne e osso que baixaram a guarda para que os leitores pudessem seguir com eles em missões de vigilância e confronto, para dentro de seus lares e corações.

Resenha


Serial killers fascinam as pessoas desde antes da criação do termo, no fim dos anos 1970. Há décadas este tipo de criminoso intriga a polícia, psicólogos e o público geral, que tenta entender o que leva alguém a cometer atos tão bárbaros tantas vezes. O fascínio é tanto que movimenta um mercado de memorabilia, filmes, séries, documentários e até visitas turísticas. Muitos assassinos receberam cartas apaixonadas e até arranjaram namoradas enquanto estavam presos.

A coleção Crime Scene, da editora DarkSide, conta com quinze títulos e traça perfis de alguns dos assassinos mais notórios da história. Um deles é Dennis Lynn Rader, conhecido como Assassino BTK ou Estrangulador BTK. Rader matou pela primeira vez em 1974 e fez dez vítimas. Quando foi preso em 2005, tinha aterrorizado a cidadezinha de Wichita por 31 anos e muitos moradores cresceram ouvindo histórias sobre seus crimes.

O codinome BTK era uma sigla para seu modus operandi: Bind, Torture, Kill - amarrar, torturar, matar. Suas vítimas tinham pouco em comum e ele manteve extensos diários, que foram apreendidos pela polícia após sua prisão. Após um jogo de gato e rato que durou mais de trinta anos e no qual Rader teve muita sorte.

O livro foi escrito a muitas mãos, são quatro autores, jornalistas que tinham contato próximo com a polícia na época das duas levas de investigações. Parte dele narra as investidas do assassino, com descrições pouco detalhadas do processo. A outra parte se dedica a acompanhar o esforço dos agentes determinados a prendê-lo. É aqui que o livro se perde um pouco. São muitos detetives e os autores gastam muito tempo tentando dar tapinhas nas costas de cada um deles e de si mesmos. A proximidade dos autores com a polícia acabou por tirar o foco do assassino. Como se eles estivessem tentando manter todos os agentes felizes com suas descrições ao invés de dissecar os motivos e as técnicas de Rader. Inclusive as vítimas mereciam mais espaço.

A edição é primorosa, dentro do padrão já consolidado da DarkSide: capa dura e a fitinha exclusiva da coleção. Só as fotos que podiam ser mais relevantes: tipo fachada da casa do assassino, as vítimas quando eram vivas ou dos souvenirs ao invés de fotos dos jornalistas ou de capa de jornal.

Indicado pra quem gosta de ler sobre crimes reais e serial killers e não conhece o caso do BKT.

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Comentários
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Um comentário:

  1. Não vejo a hora do meu livro chegar!Este foi um dos meus mais desejados ano passado e agora em breve terei a oportunidade de ler.
    Preciso nem falar do trabalho impecável da DarkSide né? rs Cada livro tem uma identidade própria e essa coleção com os assassinos está primorosa!
    Agora só vai faltar para mim, todos os outros.rs
    Lerei!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

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