02 abril, 2020


[Resenha] Vidas em Colisão - Kristina Beck

Ficha Técnica 

Título: Vidas em Colisão
Título Original: Lives collide
Autor: Kristina Beck
ISBN: B07RQM43BS
Páginas: 430
Ano: 2019
Tradutor: A.J. Ventura
Editora: Cherish Books
O acaso não existe! Você pode planejar sua vida, mas, às vezes, a vida tem seus próprios planos… Após viver uma experiência de quase morte na adolescência, Lisa é assombrada pelos olhos verde-esmeralda do estranho que salvou sua vida. Sua única conexão com ele é a jaqueta de couro que fora deixada para trás. Anos mais tarde, ela ainda está se recuperando das consequências de seus ferimentos, convencida de que nenhum homem irá amá-la quando descobrir seu segredo. Vive uma vida de solidão e se esconde atrás de seus dias de monotonia. Até surgir James. Depois que James ajuda uma jovem garota em um acidente de carro, ele define seu curso de vida, determinando que nada ficará em seu caminho. Uma vez que realiza seus sonhos, um grande imprevisto muda sua existência ordenada para uma onde o caos passa a reinar. Ele se afunda em um abismo do qual não consegue reunir forças para sair. Até que Lisa se torna uma linda distração. A familiaridade e a sensação de paz acabam por atraí-los um para o outro. Eles logo descobrem que viveram vidas paralelas que se entrelaçaram nos pontos mais cruciais. Será que suas revelações poderão ajudá-los a enfrentar seus medos e seguir em frente, ou a história se repetirá?

Resenha


Kristina Beck é mais uma autora que conheci por intermédio da Cherish Books e Vidas em Colisão é o primeiro livro da série Colisão.

Lisa Schmitt vivia uma vida comum na cidade de Hillstown, em Nova Jérsei até o dia em que sofreu um acidente de carro com a mãe e as consequências foram terríveis: a mãe morreu e ela teve esmagamento em partes do corpo por conta do cinto de duas pontas que usava no carro antigo que a mãe dirigia. Isso levou ao dignóstico de nunca poder ter filhos. Na verdade, Lisa também não morreu por conta da rapidez com que um desconhecido apareceu, lhe deu uma jaqueta para lhe esquentar e chamou a emergência. Lisa passou por vários profissionais de saúde que a ajudaram a começar a se reerguer e com isso, decidiu se tornar psiquiatra e retribuir a ajuda que teve. Do desconhecido Lisa guarda a jaqueta que lhe conforta nos momentos difíceis e a lembrança de seus olhos verdes.

James Kramer morava em Clearwater e certo dia estava a caminho do trabalho em um posto de gasolina em Hillstown quando presenciou um acidente de carro. Vendo o desespero de uma das passageiras, ele a levou ao seu carro, lhe deu sua jaqueta para diminuir o frio da garota e, vendo que não poderia ajudar a motorista, chamou a emergência o mais rápido que pôde. Não sendo familiar, ele não pode ir com a ambulância e, como nada foi noticiado no jornal, nunca teve informações do que aconteceu com as pessoas do acidente. Mas ele saiu desse episódio com uma determinação: ele se tornaria médico-cirurgião e, quando fosse preciso, ele saberia como agir e poderia ajudar em situações assim.

James é o tipo de pessoa que, quando traça um plano, não mede esforços para alcançá-lo e nada o desvia de seu objetivo, mas ele precisou alterar seus planos quando, durante as férias da faculdade, sofreu um acidente enquanto esquiava em Killington, Vermont. As consequências foram: um ombro deslocado, o braço esquerdo quebrado em vários lugares, costelas fraturadas e dois dedos da mão esquerda quebrados. Só não foi pior porque uma garota, que James só lembra dos cabelos pretos e olhos azuis, chamou o socorro rapidamente. Esse acidente levou James a alterar sua área de atuação para a medicina de emergência, pois, mesmo com toda a fisioterapia que fez, não conseguiu recuperar 100% dos movimentos da mão esquerda, o que, sendo canhoto, era essencial para continuar sua tentativa de ser cirurgião.

Os anos passam e James continua seu caminho para se tornar um médico de emergência quando conhece uma garota da residência de pediatria, Jessica. O relacionamento deles é intenso e de muita cumplicidade e, ao que parece durará para sempre. Será que o destino acha o mesmo? Lisa também segue seu caminho para obter a formação em psiquiatria, mas é possível perceber que o acidente sofrido quando adolescente ainda interfere em sua vida e na maneira como ela se relaciona com as pessoas, principalmente com os homens. Ela se acha quebrada pelo fato de não poder ter filhos e não cogita a idea de barriga de aluguel ou adoção. Acredita que o fato de não poder ter filhos tem uma justificativa.
Passar tempo com Lisa era como uma lufada de ar fresco, como se eu estivesse preso em uma casa com todas as janelas fehcadas em um dia quente sem ar condicionado e alguém finalmente abrisse as janelas depois de uma tempestade. Ela me ajuda a encontrar pedaços de mim mesmo que perdi. Eu sorri e ri mais com ela durante esses dois encontros do que no ano passado inteiro.
Posição 40%
As vidas de Lisa e James já se cruzaram muitas vezes, mas eles não sabem disso. Cresceram em cidades vizinhas, estiveram nos acidentes um do outro, cursaram faculdade de medicina no mesmo lugar e quase ao mesmo tempo assim como a residência médica, eram quase vizinhos durante a residência e, por isso mesmo, enquanto eu lia, não sabia o que a autora queria construir com isso, eu já estava angustiada querendo saber como e quando eles de fato se encontrariam. Mas quando isso enfim aconteceu, ambos estavam muito quebrados pelos caminhos que haviam percorrido para chegar onde estavam. Ainda assim, vê-los juntos foi uma lufada de ar fresco, pois juntos eles pareciam encarar melhor os problemas que enfrentavam diariamente.

Lisa e James são o que precisam para seguir em frente, mas a razão para terem passado por tantos problemas até finalmente se encontrarem é uma incógnita, assim como algumas coisas que acontecem em nossas vidas. Se tornam parte de quem somos e catalizadores para tomarmos caminhos diferentes ou confirmar nossas direções.
Eu não sei como vou voltar para a pessoa que fui ontem. (...) Eu não prometi a mim mesma que nunca daria meu coração a outra pessoa? Essa promessa foi quebrada em pedaços.
Posição 64%
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Comentários
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2 comentários:

  1. Uau!Que enredo! Fiquei aqui lendo a resenha e me pegando visualizando tudo. Daria uma bela adaptação hein??
    Eu adoro uma história assim, que vai ligando de certo modo os personagens, ainda mais com traumas tão pesados.
    Já vai para a lista dos mais desejados!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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    Respostas
    1. Verdade, Angela, daria uma boa adaptação mesmo hahaha
      Quando ler, me conta, tá certo?
      Bjs

      Excluir

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