02 julho, 2020


[Resenha] To Hate Adam Connor - Ella Maise

Ficha Técnica 

Título: To Hate Adam Connor
Título Original: To Hate Adam Connor
Autor: Ella Maise
ISBN: 978-65-5056-005-8
Páginas: 368
Ano: 2020
Tradutor: Carolina Caires Coelho
Editora: Charme
Você pode se perguntar: quem é Adam Connor? Ele é o ator premiado da Academia e recentemente divorciado que acabou de se mudar para a casa vizinha com o filho. Também é um homem extraordinário e o desgraçado mais espertinho e enfurecedor com quem já me deparei.
Vamos ser sinceras aqui, você não iria xeretar por cima do muro para vê-lo, com esperança de que estivesse nu? Não se derreteria depois de observá-lo se exercitando enquanto seu filho de cinco anos o aplaudia? Preciso mencionar aquele abdome, a protuberância enorme em sua calça ou aquele braço erótico? Ah, espere, você nunca o espiaria? Seeeiii...
Enquanto eu estava pensando em não invadir e só considerando lhe oferecer um ombro — ou talvez um peito ou dois — no qual chorar (sabe, por causa do divórcio), ele me colocou na cadeia depois de um pequeno incidente. Cadeia, galera! Era para ele me garantir infinitos orgasmos como agradecimento, não uma cela na prisão. Após esse dia, eu estava planejando mentalmente formas de estrangulá-lo em vez de pular em seu colo e fazer amor gostoso. E daí que meu corpo fazia mais do que estremecer quando ele sussurrava coisas safadinhas no meu ouvido? Não posso ser responsável por isso. E quando foi a última vez que ele tinha beijado alguém, de qualquer forma? Quem iria gostar de um beijo que poderia causar infarto?
Mesmo que ele e seu filho fossem as melhores coisas desde a invenção do pão de forma — e não estou dizendo que ele era —, eu não podia me apaixonar por ele. Não importava quais promessas ele sussurrasse em minha pele, minha maldição não nos deixaria em paz. Eu não era uma donzela em perigo — podia salvar a mim mesma, muito obrigada —, porém, lá no fundo, ainda torcia para Adam Connor ser o herói da minha história.

Resenha


Desde que li To Love Jason Thorn eu fiquei encantada com a escrita da Ella Maise e, além de ter me apaixonado pelos protagonistas, Lucy, a melhor amiga de Olive, sempre roubava a cena quando aparecia e, agora foi incrível poder desvendar essa personagem.

Lucy Meyer tem 23 anos e acabou de ser dispensada pelo seu namorado. O problema é que, para começar, ela nem queria estar em um relacionamento, mas quando viu, estava morando com ele. Porém, quando concluíram a faculdade de Administração, Jameson recebeu uma proposta de emprego para administrar uma empresa que estava abrindo em Pittsburgh, mas sequer perguntou se ela queria ir com ele; simplesmente lhe informou que estava indo e que o contrato do aluguel encerraria no final do mês. Sabe o que eu acho? Ele é um filho da p*. Pronto! Estou melhor agora. Podemos seguir.

Depois de passar seis dias sofrendo por conta do ex, Lucy finalmente contou a Olive o que aconteceu e sua atual situação. Claro que Olive não pensou duas vezes e levou a melhor amiga para morar com ela e Jason, na casa deles em Bel Air, que agora tinha um novo vizinho, Adam Connor.

Lucy é uma mulher bem resolvida sexualmente, mas quando o assunto é amor, ela acredita que sua família é amaldiçoada, afinal, nenhuma mulher de sua família se casou e sempre acabou grávida, sozinha e amargurada. Foi assim com sua avó, foi assim com sua mãe. Criada pela avó, que sempre fazia questão de deixar claro tudo que havia feito por ela, Lucy evita o máximo que poder ter que interagir com o único membro da família com quem tem contato. Seu objetivo de vida agora é encontrar um emprego para poder alugar um apartamento e parar de incomodar sua amiga recém-casada, que merece aproveitar cada minuto com seu esposo maravilhoso. Mas já que está lá, e descobriu que Adam Connor é o novo vizinho deles, não custa nada dar uma espiadinha por cima do muro, não é mesmo?!

Adam cresceu diante das câmeras. Filho de dois atores famosos de Hollywood, para ele é algo tão comum como respirar, mas ele fez seu próprio sucesso. Aos 28 anos, ele é o mais recente divorciado de Los Angeles e tem tentado se dedicar ao máximo ao seu filho, o pequeno Aiden, de 5 anos. Adam acreditava que estava tudo bem com seu casamento, até que Adeline lhe jogou uma bomba dizendo que queria o divórcio. Desde então, Aiden passa uma semana com cada um dos pais, o que não é nada fácil para uma criança nessa idade entender.
— Sou um cara bem direto, Lucy. Eu não brinco. Não que não possa brincar ou que não goste de alguns, mas esse tipo de jogo... — Gesticulei entre nós. — Eu não quero jogar. Temos só uma vida, então não vou perder meu tempo jogando com ninguém. Eu não sou assim. O que você vê é como eu sou, e quanto mais olho para você, mais fico perto de você, mais gosto do que vejo. Não é apenas o seu rosto, seu sorriso ou seus lindos olhos que contam todos os tipos de histórias toda vez que olho para eles por um tempo. Eu gosto de como você trata meu filho, de como realmente gosta de passar tempo com ele, de como gosta das brincadeiras entre nós. Eu gosto de como você está tentando ao máximo proteger seu coração de mim ao mesmo tempo em que tenta não mostrar como é difícil fazer isso.
P. 206
Durante uma semana em que Olive e Jason viajaram, Lucy, entediada, espiou Adam várias vezes e, quanto mais ela via, mais ela ficava atraída por ele, afinal, era um rosto lindo mais corpo escultural que, somados a maneira como ele se dedicava ao filho, a deixavam com vontade de pular o muro. Mas é claro que ela não faria isso. Até que foi absolutamente NECESSÁRIO.

E aí, já sabemos pela sinopse que Lucy foi parar na cadeia e o ódio surgiu (será mesmo?), ficando lado a lado com a atração, porque essa não foi embora mesmo. Mas a questão é que o pequeno Aiden se encantou por ela e ela por ele e, em questão de pouco tempo, eles já eram amigos, ao ponto de Aiden sempre querer a presença de Lucy quando passava a semana com o pai. Sendo obrigados a conviver pela felicidade de Aiden, a atração entre Adam e Lucy cresce cada vez mais, mas ela está decidida a não ceder novamente. A maldição da sua família já se provou verdadeira várias vezes, ela não irá se apaixonar novamente, melhor deixar isso para os personagens fictícios, principalmente os criados por Olive, não tinha como dar errado com eles.
— Eu sei que você também está com medo, Lucy, e quer saber? Se há uma coisa que aprendi sobre o amor é que isso deve te assustar. Um pouco ou muito, não importa quanto, mas deve fazer você sentir. E você, minha linda e teimosa Lucy... — Ele roçou os lábios nos meus, apenas um toque rápido, e se afastou. — Você me assusta. Não, eu prometi ser honesto com você: você me aterroriza, Lucy, e eu adoro isso. Eu nuunca vou te desvalorizar, e saber que você não vai me deixar... você é quem eu quero, Lucy Meyer. Você é a pessoa por quem me apaixonei.
P. 350
Porém, quando Adam vai conhecendo ela, decide que fará de tudo para tê-la em sua vida; tão verdadeira, tão intensa, tão diferente do que ele está acostumado a ver em Hollywood... e a maneira como ela e Aiden se entendem? Não dá para ignorar.

Ella mais uma vez traz os capítulos alternados entre os protagonistas, o que favorece o ritmo da leitura e nos ajuda a entrar na história. Quanto mais eu avançava nos capítulos, menos eu queria parar para dormir ou trabalhar. Eu tinha me apaixonado por Jason, mas Adam simplesmente roubou meu coração, e quando ele aind apor cima citou uma frase do filme Um Lugar Chamado Notting Hill, foi o meu fim...
— Estou torcendo por você — sussurrei, — Eu nunca desejei que um príncipe me salvasse, porque eu posso salvar a mim mesma, muito obrigadda... mas estou desejando isso agora, Adam Connor. Eu espero, e espero muito, que seu beijo quebre a maldição. Espero que seja você, Adam. Espero que você sseja o herói da minha história, porque eu mereço ser amada, caramba. Eu mereço ter alguém dançando comigo sem música. — Parei para poder respirar e observei os olhos de Adam ficarem intensos. — Eu mereço ter você para mim. Eu mereço amar você.
P. 352
Eu acredito que, se você adora um bom romance e não conhece esses livros da Ella, deveria correr para ler, porque eles são incríveis!

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