29 julho, 2020


[Resenha] Uma Promessa e Nada Mais - Mary Balogh

Ficha Técnica 

Título: Uma Promessa e Nada Mais
Título Original: Only a Promise
Autor: Mary Balogh
ISBN: 978-85-306-0146-1
Páginas: 347
Ano: 2020
Tradutor: Livia de Almeida
Editora: Arqueiro
Ralph Stockwood sempre se orgulhou de ser um líder nato. Mas, quando convenceu os amigos a lutarem com ele nas Guerras Napoleônicas, nunca imaginou que seria o único sobrevivente. Mesmo atormentado pela culpa, Ralph precisa seguir em frente, arranjar uma esposa e garantir um herdeiro para seu título e sua fortuna. Desde que a participação de Chloe Muirhead na temporada de Londres terminou de forma desastrosa, ela aceitou a possibilidade de ser, para sempre, uma solteirona. Para escapar da própria família, a moça se refugia na casa da madrinha de sua mãe. Lá, conhece Ralph. Ele precisa de uma esposa. Ela não acharia ruim encontrar um marido. Então Chloe sugere que os dois se casem, por conveniência. A condição é uma só: Ralph precisa prometer que nunca a levará de volta a Londres. Mas, de uma hora para outra, as circunstâncias mudam. E logo fica claro que, para Ralph, o acordo foi apenas uma promessa e nada mais...

Resenha


É... a série Clube dos Sobreviventes está realmente cada vez mais perto de chegar ao final. Com Uma Promessa e Nada Mais Mary Balogh nos apresenta o penúltimo dos Sobreviventes encontrando seu caminho, Ralph Stockwood, o conde de Berwick.

Desde os primeiros livros Ralph sempre foi um personagem de poucas falas, ele sempre parecia preso em sua mente e com o tempo fomos descobrindo o quão sombrio era esse lugar. Mas agora desvendamos realmente o que houve e porque isso mexe tanto com ele. Ralph e seus três melhores amigos foram para a guerra assim que saíram do colégio, todos com apenas 18 anos. Os quatro eram muito unidos e cheios de ideais, mas Ralph tem certeza de que alguns deles não teriam ido lutar se ele não os houvesse convencido. Porém, logo nos primeiros dias no campo de batalha, Ralph viu seus três amigos serem destroçados por uma granada bem a sua frente. O quanto isso pode acabar com uma pessoa? E se depois de continuar lutando, ainda assim voltar para casa quase inteiro, com poucos ferimentos? Ralph se culpa pela morte dos amigos e nos primeiros meses depois de seu retorno para a Inglaterra ele tentou o suicídio. Por isso o pai o enviou para Penderris Hall, na Cornualha, a residência do duque de Stanbrook. Lá ele curou o corpo e, aos poucos, foi tentando retornar a vida, com a ajuda dos outros Sobreviventes, mas o verdadeiro Ralph, com brilho nos olhos, nunca retornou das profundezas de sua alma.
— Ninguém pode fazer tudo — argumentou Graham. — Cada um de nós só tem condições de fazer o que está ao seu alcance. Se pensarmos apenas na nossa incapacidade para resolver os problemas do mundo, só nos restará o desespero. E o desespero não leva a nada.
Posição 35%
Agora, aos 26 anos, ele enfrenta a realidade de ter visto no último ano quatro casamentos dos seus amigos — inconscientemente ele acreditava que nenhum deles sequer imaginava casar. E sem falar que em sua última visita aos seus avós paternos, sua avó foi clara em afirmar que ele precisava se casar o quanto antes e ter um herdeiro, pois seu avô, o duque de Worthingham não estava ficando mais jovem, e, tendo passado dos 80 anos e com tantos problemas de saúde surgidos com a idade, ele precisava estar preparado. E agora a avó o convocou novamente para uma visita, certamente para dizer o mesmo e saber se ele já havia avançado na busca da esposa ideal.

Chloe Muirhead tem 27 anos e nos últimos meses tem vivido em Manville Court, a casa da madrinha de sua mãe, a duquesa de Worthingham. Porém ela não tem qualquer expectativa de que há um futuro feliz em seu destino e isso porque ele sempre lhe dá uma rasteira quando ela acredita que poderá recomeçar. Para começar, quando ela deveria debutar, a avó materna faleceu e a mãe insistiu que fosse cumprido o luto completo, assim, Chloe foi para Londres com 21 anos, tardiamente. Com a insistência da irmã mais nova em não ficar em casa, ela também foi para Londres e acabou se apaixonando por um dramaturgo casado e fugiu com ele, o que fez com que fossem o centro das fofocas. Assim, ela voltou para casa e ficou lá até o ano anterior, quando uma tia a convenceu a retornar à Londres, afinal, com certeza ninguém se lembrava mais do ocorrido cinco anos antes. Mas aí, surgiu a beldade da temporada e elas eram absurdamente parecidas e as fofocas foram ainda mais cruéis, lembrando que, quando sua mãe foi apresentada a sociedade, houve um marquês ruivo que a havia cortejado antes que ela se casasse com seu pai. E mais uma vez Chloe fugiu para não saber a verdade, que o pai prontamente negou. Mas as fofocas a seguiram até em casa e por isso escreveu para a duquesa oferecendo-se como dama de companhia, mas esta a recebeu como uma convidada em sua casa.
— Tristezas fazem parte da condição humana — declarou ele. — Ninguém que chega à idade adulta consegue escapar delas. Nem as crianças, na verdade. O que importa é o que fazemos com a dor, o modo como moldamos nosso caráter, nossas ações e nossos relacionamentos. Afinal, a vida não é pura tristeza. Ninguém deve, de forma alguma, permitir que o pessimismo ou o ceticismo o lance numa depressão profunda. Existe muita alegria também. Muita alegria.
Posição 48%
Ao longo de sua infância e juventude, Chloe sempre ouviu o irmão mais velho, Graham, se queixar de Ralph. Como uma boa irmã mais nova, Chloe desenvolveu uma verdadeira antipatia pelo nobre, que sempre implicava com seu irmão. Assim, quando soube que o neto da duquesa viria visitá-los, ela imaginava encontrar uma pessoa completamente diferente; certamente não com um olhar tão vazio e tão sem expectativas de futuro. Assim, mesmo estando no mesmo cômodo que ele e a duquesa, ele sequer percebeu sua presença enquanto mencionava que não queria impor a infelicidade a vida de uma esposa. Chloe sempre quis ter uma família e um lar para chamar de seu, assim, em um impulso ela propõe ao conde um casamento sem envolvimento sentimental, afinal, assim como ela tem esses desejos, ele precisa de uma esposa e um herdeiro, ele só precisava prometer nunca ir para Londres, o que Ralph de fato não pretendia.
— Mudou de ideia? — perguntou ele depois de um momento enquanto o chicote batia ritmadamente em uma das botas. — É uma pena. Voltei para lhe propor matrimônio, Srta. Muirhead.
Posição 14%
Com isso, menos de uma semana depois de conhecer o conde, Chloe está casada e aí eles começam a perceber o quanto realmente não se conhecem e como a vida pode ser imprevisível, pois uma nova tempestade chega e eles são obrigados a ir para Londres, afinal, eles agora são os novos duques de Worthingham. Chloe precisará de coragem para enfrentar seus medos perante a sociedade, ainda que ela agora retorne com uma posição muito mais elevada do que da última vez e Ralph também precisará se libertar do peso que carrega, porque certamente será muito mais fácil reencontrar os pais de seus amigos na capital, com tantos compromissos obrigatórios.

Ainda que não percebam inicialmente, Chloe e Ralph se ajudam mutuamente, dando forças para superar suas barreiras e a cumplicidade cresce a cada dia que estão juntos, mas, tendo feito o acordo de não envolver sentimentos na relação, nenhum deles quer dar o primeiro passo e mostrar o que de fato está sentindo, como tudo mudou com o tempo. Além disso, o casal também conta com o apoio indiscutível das famílias e dos outros Sobreviventes.
— Você interpretou de forma errada meu silêncio — disse ele. Sou seu marido. Quando se sentir solitária, com medo ou infeliz, é a mim que deve procurar, Chloe. Meus braços são seus, minha força também, aconteça o que acontecer. Você nunca será um fardo para mim.
Posição 71%
Mais uma vez Mary foi incrível, criou uma história profunda, romântica e com uma dose de dor na medida certa. Ela consegue nos envolver de uma maneira que nos sentimos parte do grupo, sempre tentando ajudá-los a superar os problemas. Agora estou muito curiosa para saber o que ela reservou para o livro de Imogen, lady Barclay.

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Comentários
3
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3 comentários:

  1. Sou louca para ler essa série da autora, mas ainda não li nenhum. Ela tem o dom de trazer personagens sim, quebrados, mas com essa medida exata da dor, dos traumas, que precisam se agarrar ao amor de tal maneira, que fica impossível ler uma resenha assim e não visualizar todo o cenário e a carga emocional sentida!
    Espero sim, poder ter e ler todos!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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    Respostas
    1. Nossa, Angela, sou suspeita, adoro e os dramas deles são realmente profundos, pois são consequências das Guerras Napoleônicas... vale a pena demais lê-los.
      Bjusss

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  2. Olá Layane,
    Quero tanto ler essa série. Li o primeiro livro e adorei os personagens e seus traumas. Conhecer mais de Ralph será incrível, até porque a história da protagonista também parece encantadora.

    Beijo!
    www.amorpelaspaginas.com

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