23 outubro, 2020


[Resenha] Amante Britânico - Penelope Ward & Vi Keeland

Ficha Técnica 

Título: Amante Britânico
Título Original: British Bedmate
Autor: Penelope Ward & Vi Keeland
ISBN: 978-65-5056-019-5
Páginas: 292
Ano: 2020
Tradutor: Alline Salles
Editora: Charme
Querida Bridget,
É altamente questionável o fato de um dia eu ter a coragem para falar isso pessoalmente. Então aqui vai.
Somos completamente errados um para o outro. Nós dois sabemos disso. Provavelmente, você é a última mulher na face da Terra que eu deveria querer e vice-versa. É a mãe solteira com uma boa cabeça. Eu sou apenas o residente despreocupado e atrevido passando pela cidade e morando temporariamente na sua garagem convertida em apartamento até voltar para a Inglaterra.
Mas o que acontece é o seguinte… Por algum maldito motivo, não consigo parar de pensar em você de todas as formas bem inapropriadas.
Quero você.
O único motivo de eu estar admitindo tudo isso agora é porque não acredito que só eu esteja sentindo isso. Também percebo em seus olhos quando olha para mim. E, por mais grosseiro que eu pareça quando estamos brincando sobre sexo, minha atração por você não é brincadeira.
Então, qual é o objetivo deste bilhete? Acho que é um lembrete de que somos adultos, de que sexo é saudável e natural e que pode me encontrar logo depois da porta da cozinha. Mais especificamente, para te avisar que vou deixar a porta entreaberta a partir de hoje no caso de querer me visitar no meio da noite. Sem perguntas envolvidas.
Pense nisso.
Ou não.
O que quer que escolha.
Duvido que vou acabar jogando isso por debaixo da sua porta, de qualquer forma.
Simon.

Resenha


Bem, chegou o momento de conferir o quinto livro da série Cocky Bastard. Para quem me acompanha aqui sabe que não os li na ordem correta da série (por terem sido publicados por editoras diferentes e por eu tê-los em momentos diferentes), mas isso não influencia nem um pouco no conteúdo, afinal cada livro traz personagens diferentes e que não se relacionam entre si. 

Bridget Valentine é uma enfermeira de 33 anos que, após a morte do marido há dois anos, vive para trabalhar e cuidar de seu filho, Brendan, de 8 anos. Ela mora em um subúrbio de Rhode Island, a dez minutos de Providence, capital do estado e onde fica o hospital em que trabalha. 

Embora viver nesta casa no subúrbio seja caro, ela não planeja se mudar de lá, afinal, é a única casa em que Brandan já viveu e ela não quer tirar essa base do filho; um lar seguro. Por isso, quando sua amiga Calliope (uma das poucas que tem) disse que seu melhor amigo precisava alugar um apartamento sem contrato de um ano, ela ofereceu o apartamento de sua casa, um local adaptado em sua garagem, com entrada privativa, ainda que precisassem dividir a cozinha. A renda extra seria ótima para equilibrar as contas. Ela sabia que o médico havia sido transferido para o mesmo hospital em que trabalhava poucos meses atrás (mas ainda não se conheciam) e que ele estava concluindo a residência para voltar à Inglaterra. Acontece que Bridget já conhecia Simon… 

Três meses antes, Bridget deu entrada em um hospital para retirar um anzol que havia se prendido em seu bumbum quando ela tentava ensinar Brendan a pescar. Claro que ela não poderia ir ao hospital em que trabalhava, seria sempre lembrada pelo incidente, mas neste outro local, ela precisou lidar com essa situação humilhante com um médico absurdamente gostoso, o doutor Hogue, ou, como ela o apelidou em sua mente: doutor Sonho de Consumo. Assim, quando se deparou com ele em sua casa, imaginem a surpresa de ambos?
— Ai! — Me virei, olhei para ele e arfei.
Puta merda. Como assim?!
Pisquei.
O que o dr. Sonho de Consumo está fazendo aqui? Estou sonhando? Talvez não tenha realmente acordado.
Cobrindo meus seios, eu disse:
— Ah, meu Deus. Como assim? O que está fazendo aqui?
(…)
— Moro aqui, aparentemente.
Então a ficha caiu.
— É você? Você é Simon? O amigo da Calliope?
— Sou. E acredite quando digo que não fazia ideia de que estava me mudando para sua casa. Ela te chama de Bridge, não Bridget, e nunca me disse seu sobrenome, então não juntei as peças. É uma surpresa para mim tanto quanto é para você. 
P. 13
Simon Hogue saiu de Leeds, na Inglaterra, para cursar medicina nos Estados Unidos. Agora, aos 29 anos, falta pouco para concluir sua residência e voltar para o Reino Unido e tentar uma posição em um hospital na cidade em que cresceu e ficar próximo de seus pais. Até lá, ele aproveita o pouco tempo livre que tem para sair com mulheres que também não estejam interessadas em um relacionamento sério. Ele só não esperava que, reencontrar a paciente do anzol de três meses antes fosse mexer tanto com ele. 

Enquanto mora no apartamento anexo na casa de Bridget, ele percebe como ela vive para trabalhar e cuidar do filho, fazendo tantos turnos extras quanto pode, e sendo pai e mãe ao mesmo tempo, para suprir a ausência do marido falecido. Também se apega a Brendan e uma amizade genuína cresce entre eles, o que preocupa nitidamente Bridget, pois sabe como o filho tem tendência de se doar completamente nos relacionamento, e ela sabe que se eles continuarem nesse ritmo, Brendan sofrerá muito quando Simon for embora. 

Simon é o tipo de cara que flerta o tempo todo e ele se sente cada vez mais atraído por Bridget, por estar com ela e Brendan, por estar em casa. Bridget, por outro lado, depois de dois anos sem relacionar-se com ninguém, passa a sentir uma forte atração por Simon, ainda que faça uma lista de itens para que ela não ceda aos seus encantos: ele é mais novo do que ela, está terminando a residência e voltará para Inglaterra em breve, ela não se acha mais atraente depois que tornou-se mãe e, o mais importante para ela, não está sozinha nessa conta, ao pensar em um relacionamento, precisa pensar em Brendan também. 
— Porque tenho, amor. Fui inseguro para ter um relacionamento minha vida inteira… conhecer você mudou isso. Você me fez uma pessoa melhor, mais segura do que nunca, não o oposto. Amor te deixa mais forte, não mais fraco.
P. 248
Simon também tem seus traumas do passado que o levaram a ser como é hoje: estudar longe de casa e não querer ter uma família. Entretanto, ele mesmo se vê questionando as certezas que tinha antes de conhecer Bridget e Brendan e eu fiquei encantada pela maneira como Penelope e Vi conduziram a história, como criaram os personagens, como nos pegam desprevenidos no momento em que achamos que já está tudo certo. 

Suspirei, me envolvi, devorei a história, querendo mais e mais e mais. 

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P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
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4 comentários:

  1. Olá Layane,
    Adorei conferir sua resenha. Adoro os livros da autora e esse inclusive está na minha lista, mas confesso que me decepcionei um pouco com o último que li e por isso estou enrolando. Apesar disso, lendo sua resenha, acredito que não terei o mesmo problema que tive no anterior, o que me animou bastante.

    Beijo!
    www.amorpelaspaginas.com

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    1. Oi, Ray, tudo bem?
      Se me lembro bem, o que menos gostei dessa série foi o primeiros, mas os outros, adorei mesmo hahaha. Espero que goste desse tanto quanto eu ;)
      Beijos

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  2. Quando esses duas se juntam, só pode sair enredo bom rs
    Aliás, as capas, os enredos. Tudo cheira a romance e claro, aquela pegada mais quente!
    Ainda não li esse livro,mas pretendo muito!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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    1. Verdade, Angela, parceria de sucesso, uhuuuuu!
      Me conta o que achou, quando terminar de ler ;)
      Beijos

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