16 novembro, 2020


[Resenha] A Máquina do Tempo - H. G. Wells


Ficha Técnica 

Título: A Máquina do Tempo
Título Original: The time machine
Autor: Sophie Kinsella
ISBN: 978-65-5552-002-6
Páginas: 112
Ano: 2020
Tradutor: Luisa Facincani
Editora: Principis
Um cientista londrino viaja, a bordo de uma Máquina do Tempo, do século XIX para o ano de 802.701. Chegando no que seria a Londres do futuro, o Viajante do Tempo encontra duas espécies que evoluíram do ser humano: os Eloi, que viviam na superfície, e os Morlocks, que se escondiam da luz no subterrâneo. O Mundo Superior era habitado por seres frívolos, delicados e infantis que estavam prestes a conhecer a sua Nêmesis, resultado de decisões tomadas no passado. O Viajante do Tempo perde a sua Máquina do Tempo e com apenas uma caixa de fósforos, se pergunta se conseguirá retornar ao presente.

Resenha


H. G. Wells é conhecido como o pai da Ficção Científica, afinal, seu primeiro romance escrito foi A Máquina do Tempo, que inspira até hoje muitos livros, filmes e teorias relativas a viagem no tempo. 

Neste livro, publicado em 1895, Wells apresenta o Viajante do Tempo, um cientista que vive em Londres no século XIX e que busca provar a existência da quarta dimensão e da possibilidade de o homem viajar através dela, para o futuro ou passado. 

O narrador desta história, não identificado, está em uma reunião na casa do Viajante com outros personagens (o Médico, o Psicólogo, o Prefeito Provincial) quando o Viajante explica a quarta dimensão e a possibilidade da viagem no tempo, com uma demonstração em pequena escala. Claro que, por mais que cientificamente sua explicação seja plausível, gera desconfiança nos personagens presentes, pela possibilidade e pessoa do Viajante, que tem fama de não ser tão confiável (ainda que isso não seja muito explicado). 

Na sequência, o Viajante havia marcado outra reunião em sua casa, mas, chegando atrasado, seus convidados (alguns que estiveram na primeira reunião e outros novos) são surpreendidos pela forma com que ele aparece para recebê-los: descalço, sujo, cansado e abatido. A surpresa surge depois da refeição quando, recomposto, o Viajante narra sua viagem ao ano de 802701, um futuro completamente diferente do que ele imaginava. 

No futuro descrito o Viajante encontra duas variações da raça humana: os Elois e os Morlocks. Os Elois são as primeiras criaturas com quem tem contato, são figuras que vivem na superfície e que têm traços muito similares entre homens e mulheres, o que torna difícil sua distinção sem uma cuidadosa avaliação, possuem cabelos cacheados de maneira uniforme, sem pelos no rosto, orelhas e bocas pequenas, queixos finos e pontudos e olhos grandes e suaves. Depois ele descobre a presença dos Morlocks, que vivem nos subterrâneos e, por estarem adaptados a viver no escuro, possuem a pele descolorida, olhos grandes com retinas muito sensíveis a luz. 

Neste futuro extremamente distante, Wells mostra uma sociedade que já passou pelo seu apogeu e agora vive a decadência, afinal, depois de ter conquistado tudo o que poderia ser esperado, a humanidade deixou de buscar, de evoluir. Claro que tudo o que sabemos sobre a Terra de 802701 (e esse possível apogeu) é baseado nas suposições que o Viajante faz enquanto está lá, pois não existem mais livros, não há tecnologia, fogo, nem outras coisas que imaginaríamos que existiriam no futuro. 

Depois da primeira noite, o Viajante "perde" sua máquina e aqui entra a problemática de descobrir onde está e como recuperá-la, ou mesmo buscar os meios para construir uma nova para retornar ao seu tempo. 
Não há inteligência onde não há mudanças ou necessidade de mudanças. Apenas animais que enfrentam uma grande variedade de necessidades e perigos precisam de inteligência.
Da maneira como vejo, o homem do Mundo Superior focou-se em sua frágil beleza, e o Mundo Subterrâneo, em uma mera indústria mecânica. Porém aquele perfeito estado não dispunha de uma coisa essencial para a perfeição mecânica: estabilidade total. 
Posição 85%
Ao contrário do início do livro, onde há muito embasamento científico e é bem descrito, o decorrer da história se mostra superficial, corriqueiro e simples. Mas, sendo esse o primeiro romance de Wells, que antes disso escrevia textos científicos sobre biologia em revistas acadêmicas, acredito que este possa ser o motivo desta superficialidade. Também posso relacionar que essa impressão que o livro deixa na verdade é causada pelo nosso repertório de viagem no tempo, afinal muitos de nós já assistimos diversos filmes, séries, desenhos animados, lemos livros com esse tema e/ou que possuam uma problemática com esse tema (De Volta Para o Futuro, Vingadores, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban são apenas alguns exemplos), então buscamos algo similar aqui. 

Acredito que seja muito válido ler este livro, afinal, é a base de muitos sobre o tema e nada melhor do que conhecer a origem, não é mesmo? Não dá para simplesmente comparar com o que temos hoje em dia sendo que o livro foi publicado há 125 anos, concordam? 


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉 
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