04 fevereiro, 2021


[Resenha] Uma Noiva Rebelde - Julia Quinn

Ficha Técnica 

Título: Uma Noiva Rebelde
Título Original: First Comes Scandal
Autor: Julia Quinn
ISBN: 978-65-5565-008-2
Páginas: 272
Ano: 2020
Tradutor: Thaís Paiva
Editora: Arqueiro
Ela tinha duas opções…
Georgiana Bridgerton nunca foi contra a ideia de se casar. Ela só achava que sua opinião seria levada em conta na hora de escolher o noivo. Mas quando sua reputação está por um fio, Georgie precisa decidir: ou aceita ser uma solteirona pelo resto da vida ou se casa com o vigarista que a sequestrou de olho em seu dote. Mas de repente surge uma terceira opção…
Quarto filho de um conde, Nicholas Rokesby está estudando medicina em Edimburgo e não tem o menor interesse em arrumar uma esposa nesse momento. Mas quando descobre que Georgie, sua amiga de infância, corre o risco de ficar arruinada para sempre, ele sabe o que deve fazer.
Depois do escândalo…
Só que os dois sabem que nunca conseguiriam se ver como mais do que bons amigos. Não é? Ao embarcarem num jogo de conquista nada convencional, repleto de diálogos impagáveis e coadjuvantes carismáticos – entre eles três gatos cheios de personalidade –, Nicholas e Georgie vão descobrir que muitos encantos da vida já estão bem na nossa frente.

Resenha


Vou dizer uma coisa para vocês, não achei que fosse gostar tanto assim da minha última leitura de 2020, mas Uma Noiva Rebelde foi um romance de época fofo demais para mim… Gostei dos outros livro da série Os Rokesbys? Sim, mas esse foi especial.

Depois de três livros, já sabemos como as famílias Rokesby e Bridgerton são unidas, não apenas por serem vizinhos em Kent, mas o laço de amizade se aprofundou mais quando George Rokesby e Billie Bridgerton se casaram e depois Andrew Rokesby e Poppy Bridgerton fizeram o mesmo. 

Nicholas Rokesby tem 27 anos, é o quarto filho do conde de Manston e está estudando medicina em Edimburgo. Conhecedores que somos dos romances de época, sabemos que cabe aos filhos mais novos encontrar ocupações rentáveis e Nicholas e sua mente científica encontrou na medicina algo a que se dedicar. Porém, faltando apenas um mês antes de retornar para casa e ter um merecido descanso antes do último ano de faculdade, ele foi convocado às pressas para voltar e não havia nada no curto bilhete de seu pai que sugerisse qual era o motivo para tamanha correria em meio a sua semana de provas. 
— Prometido em casamento — repetiu lorde Manston, bufando de desconforto. — Você está parecendo uma garota.
— Pois é assim que estou me sentindo agora, e, se quer saber, não estou gostando nada, nada. — Balançou a cabeça. — Nunca senti tanto respeito pelas mulheres, tendo que aturar os homens a lhes dizerem o que fazer.
P. 21
Mas a situação era mesmo séria. Georgie, afilhada de lorde Manston, preferiu não ser apresentada à sociedade e entrar no mercado casamenteiro, mas isso não significa que ela não participou de alguns bailes e que recebeu visitas respeitáveis. Georgie só não imaginava que cairia em uma armadilha e veria sua reputação ir pelo ralo tão rápido sem que ela pudesse fazer absolutamente nada. Da mesma forma, Nicholas não imaginava que seu pai o havia feito percorrer dois países em duas semanas para lhe dizer que, sendo seu único filho solteiro, ele deveria se casar com Georgie e salvá-la do ostracismo. 

Aos 26 anos, Georgie já era considerada uma solteirona por muitos, mas ela só queria ter sua opinião levada em consideração caso recebesse uma proposta. Será que era pedir muito? Para a sociedade do século XVIII? Com certeza! 
A sociedade era cruel com as mulheres que quebravam as regras.
Cruel com as mulheres e ponto final.
P. 26
Georgie, Nicholas e Edmund sempre foram muito próximos por terem idades parecidas. Assim, nunca pensaram um no outro como algo além de irmãos. Ou amigos muito próximos. Mas agora que Georgie precisa e Nicholas tem o poder de ajudá-la, como não fazer algo? Ainda que ter uma esposa fosse a última das coisas que ele pensasse no momento, ainda que ele more em um quarto de pensão em outro país, ainda esteja estudando e não tenha uma renda, ele pode salvá-la e, pensando bem, pelo menos Georgie é uma pessoa de quem ele gosta, com quem conviveu durante toda sua vida, é uma pessoa inteligente e curiosa, assim como ele. 

Óbvio que Georgie não esperava que Nicholas voltasse para casa mais cedo, muito menos que ele a pedisse em casamento. Como nunca nutriram sentimentos amorosos um pelo outro, com certeza o que o levara ao pedido foi pena e ela jamais poderia aceitar viver em um casamento com esse peso nas costas, mas o fato é que, depois que a ideia foi plantada na mente de Nicholas, ele passou a perceber coisas que antes não via. 
Quando Georgiana Bridgerton sorria daquele jeito, Nicholas sentia vontade de se esticar, buscar o sol lá no alto e entregá-lo de bandeja para ela.
Só para demonstrar que aquele brilho não chegava aos pés dela.
P. 120
Casados em menos de dois dias, Nicholas e Georgie partem rumo a Edimburgo, onde ele deve retomar os estudos e alugar uma casa para começarem a vida de casados, mas o que mais chama a atenção no decorrer das semanas iniciais do casamento é como eles combinam; como a mente deles parece funcionar em sintonia, como Georgie é curiosa sobre os estudos de Nicholas e como ele não é condescendente com ela, ele responde suas perguntas, incentiva que ela leia seus livros do curso, ele realmente a admira por sua curiosidade e sagacidade e em dado momento até se pergunta se haveria alguma universidade que permitiria que uma mulher estudasse medicina, pois ela seria uma ótima profissional. 
E então Georgie sorriu.
Nicholas perdeu o fôlego.
O coração acelerou.
E ele sentiu na pele todas as baboseiras do tipo.
P. 135
Além disso, eles descobrem juntos o amor, o prazer de estar juntos, de iniciar uma vida e a parceria vai se fortalecendo com as atitudes de ambos, da confiança que depositam um no outro. Ver Nicholas demonstrar sua confiança no julgamento de Georgie é tão ímpar para a sociedade local que toda vez que ele tinha uma atitude assim, meu coração ficava um pouco mais quentinho, entendem? Afinal, não é algo fácil nem simples de se ver, naquela época e atualmente. Por isso são muito mais valiosos. 

Não dá para deixar de comentar ainda a participação de três personagens neste livro: Anthony, Benedict e Colin Bridgerton. Na história Anthony tem 7 anos, Benedict, 5 e Colin tem apenas 4 meses de idade, mas já são muito travessos que deixam todos de cabelos em pé. A cada comentário dos pais, tios ou mesmo fala deles eu conseguia me lembrar claramente deles mais velhos e como o que eles disseram aqui se tornou realidade: Benedict ficou mais alto que Anthony, que se gabava de ser mais velho e mais alto do que ele, além do talento para pintura e Colin ama comer e como tem o poder de encantar todo mundo nos locais aonde chega. Sem falar em como os três deixam os pais loucos, mas Georgie percebe que, certamente, eles não veriam problema algum em ter mais filhos no futuro — a gente que o diga, ainda faltavam cinco hahaha.
(…) Aquilo não tinha feito muito sentido, mas, ao mesmo tempo, o mundo finalmente parecia entrar nos eixos.
Talvez fosse mesmo amor.
Talvez.
Provavelmente.
Com certeza.
P. 235
O que mais eu posso dizer? Amei mesmo este livro. Sinceramente, para mim foi o melhor da série!

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Comentários
4
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4 comentários:

  1. Oi Layane!
    Quando se trata da Julia Quinn já sei que vou gostar.
    Não tive a experiência de ler uma obra dela e achar ruim, e espero que isso aconteça haha
    Não li esse ainda, mas com certeza um dia ire.
    Bjos

    Quanto Mais Livros Melhor

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    Respostas
    1. Aeeee, então tem que colocar esse na lista e tenho certeza de que será mais um que gostará ;)
      Beijos

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  2. Olá Layane,
    Adorei sua resenha, me senti sendo encantada a cada parágrafo lido. Confesso que os últimos livros da Julia não me animaram muito, mas você conseguiu fazer isso. Ontem quase peguei o primeiro da série para ler mas não li. Acho que vou iniciar hoje.

    Beijo!
    www.amorpelaspaginas.com

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    Respostas
    1. Nossa, Ray, que incrível ler esse comentário. E aí, começou? Me conta tudoooo
      Beijo

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