08 dezembro, 2020


[Resenha] Aprendendo a Seduzir - Patricia Cabot

Ficha Técnica 

Título: Aprendendo a Seduzir
Título Original: Educating Caroline
Autor: Patricia Cabot
ISBN: 978-85-7665-509-1
Páginas: 368
Ano: 2010
Tradutor: Olga Cafalcchio
Editora: Planeta do Brasil (Selo Essência)
Durante um baile, Lady Caroline Linford abre a porta de um dos cômodos e flagra seu noivo, o marquês de Winchilsea, nos braços de outra mulher.
Para a sociedade vitoriana do século XIX, tais escapulidas masculinas eram normais, e cancelar o casamento seria impensável. O jeito, decide a jovem, é aprender a ser, ao mesmo tempo, a esposa e a amante, para que o marquês nunca mais tenha de procurar outra mulher fora do lar. Por isso, resolve tomar lições - teóricas, claro - sobre a arte do amor com o melhor dos professores: Braden Granville, o mais notório libertino de Londres.
Logo nas primeiras aulas começam a voar faíscas e as barreiras entre professor e aluna caem.
Escrito por Meg Cabot, sob seu pseudônimo, esse romance vai mostrar que o amor escolhe seus próprios caminhos, sempre imprevisíveis.

Resenha


Não sei vocês, mas eu fico maravilhada quando engato uma série de livros deliciosos, é como se a vida dissesse: vai minha filha, vai dar tudo certo. E que isso continue. 

Neste livro, a incrível Meg Cabot, sob o pseudônimo Patricia Cabot, nos apresenta lady Caroline Linford, uma jovem de 21 anos que está às vésperas do seu casamento com o marquês de Winchilsea, um partido cobiçado no mercado casamenteiro. O pai de Caroline foi o primeiro conde de Bartlett, título concedido pela rainha quando ele instalou no palácio uma rede de encanamentos que permitiu que Sua Majestade tivesse água quente a qualquer momento e rapidamente. Sendo de uma família de título muito recente, foi uma surpresa agradável quando o marquês, amigo de seu irmão mais novo, Thomas, e de uma família de título antigo, pediu a jovem Caroline em casamento, logo ela, uma jovem tão tímida e quieta que não despertava muito interesse por onde passava. Claro que ter uma grande fortuna é um diferencial, ainda mais quando a maioria das famílias detentoras de títulos antigos estão praticamente falidas, como é o caso de Hurst Slater, o décimo marquês de Winchilsea. 

Caroline apenas não imaginava que o deslumbramento com seu noivo acabaria em um baile, quando, por acaso, o descobriu em uma sala privada, nos braços de outra mulher, uma mulher que, ainda por cima, estava noiva. Como cancelar o casamento quando sua mãe lhe diz que é comum na Sociedade que os homens casados tenham amantes? Como cancelar o casamento quando ela sente-se em dívida com Hurst por ter salvado a vida de Tommy algusns meses atrás quando ele foi baleado em Oxford? Não. Não há maneira de cancelar o casamento. Mas ela precisa tomar alguma atitude e o certo é: Caroline precisa aprender a seduzir para conquistar seu futuro marido, pois é certo que, com isso, ele abandonará a amante. Porém, quem poderia dar aulas de sedução para uma dama?  

Braden Granville tem 30 anos e é um empresário bem-sucedido. Ao contrário do que é aceitável na Sociedade londrina do século XIX, onde é apreciado apenas o dinheiro provindo de heranças ou de rendimentos seguros, Braden, que sempre viveu em Seven Dials (região onde vivia a maior parte da população pobre londrina) enriqueceu no mercado de armas, onde seus produtos ficaram conhecidos por serem mais seguras que as outras já existentes. Assim, sendo tão rico que não pode mais viver em Seven Dials, mas sem o berço que Mayfair tanto preza, ele vive em um novo bairro, convive com pessoas que não aceitam sua origem, mas isso pode mudar por conta de seu noivado com lady Jacquelyn Seldon, filha do duque de Childes. Acontece que, faltando pouco mais de um mês para o casamento, Braden tem certeza que sua noiva o está traindo e ele precisa de provas para terminar o noivado, pois sequer passa pela cabeça dele fazer qualquer tipo de acordo com ela, dando-lhe ainda mais do seu dinheiro suado. 

Além de ser conhecido por ser absurdamente rico, Braden também tem fama de ser um sedutor. Ainda que não tenha um rosto tão atraente, como as damas apreciam no marquês de Winchilsea, certamente ele tem seu talento. Por isso, ninguém melhor que o Lothario de Londres para lhe dar aulas de sedução, na teoria, é claro. Braden ganhou esse apelido por conta de um personagem do livro The Fair Penitent (O Penitente Justo, em tradução livre), de Nicholas Rowe, que seduzia e enganava as mulheres.  

Óbvio que ele não foi a primeira escolha de Caroline. Seu primeiro alvo foi seu irmão, mas como ele não lhe disse nada do que ela precisava para conquistar um homem e ela certamente não poderia falar com Hurst, uma vez que o objetivo era conquistá-lo, abordar Braden Graville era lógico, principalmente porque Caroline tinha algo a oferecer: seu testemunho da quebra de compromisso de lady Jacquelyn, que garantia a vitória a ele no julgamento. 
Oh, com pôde ter feito uma coisa tão estúpida como se apaixonar por Braden Granville? Porque a despeito do que ela dissera a Emily — que ele não era aquele grande sedutor que todo mundo pensava que era, mas de fato um homem muito bom, atencioso, que pelo menos tentara dizer não a ela quando o havia procurado pela primeira vez com aquele plano ridículo — não havia como não saber que ele era um Lonthario, na verdade "o" Lothario. O Lothario de Londres.
P. 211
A doce Caroline, avessa a armas e violência não poderia ser mais diferente do impetuoso Braden, acostumado a conseguir as coisas com muito trabalho e dedicação. E certamente, a proposta de lady Caroline o pegou de surpresa, afinal, quando poderia imaginar que uma dama da Sociedade o procuraria para aprender a seduzir e com aulas estritamente teóricas? Braden não esperava por uma proposta desse tipo, muito menos esperava que uma jovem, que inicialmente tinha uma aparência comum, passasse a despertar nele sentimentos que ele nunca imaginou que viria a sentir, mas Caroline tem as características que ele mais admira nas pessoas: lealdade e determinação, o que pode ser visto em sua amizade com lady Emily Stanhope, integrante do movimento pelo sufrágio feminino, que, com suas constantes manifestações levou seu pai a se negar a pagar suas fianças para ser liberatada da prisão (cargo que agora é de Caroline) e também pode ser visto na maneira como ela é apaixonada por cavalos, amor que herdou do pai e, assim como ele, briga com vários condutores nas ruas de Londres quando vê algum deles sendo maltratado. O que acaba com ela comprando o animal e o enviando para a casa de campo da família de Emily. Qual dama de Londres faria coisas deste tipo?

Eu simplesmente fiquei encantada com a história, com os personagens, com o suspense que foi criado desde o início e que nos persegue enquanto o romance é desenvolvido. Claro que também há momentos em que dá vontade de bater a cabeça de certos personagens na parede para ver se pegam no tranco, para perceberem o que está diante de seus olhos ou para não cometerem os mesmos erros, mas é preciso lembrar a época em que a história se passa e que muitas das situações eram absolutamente comuns. 
Como, ele imaginava, acontecera isso? Que o Lothario de Londres estivesse sentado à sua escrivaninha, sofrendo pela única mulher em Londres que ele não podia ter? Quantas mulheres, ele se perguntava, haviam sentido por ele o mesmo que ele sentia agora? Ele não sabia. Não sabia o que era aquilo. Agora entendia as longas cartas impletando que ele mudasse de ideia. Agora ele entendia as ameaças, as lágrimas.
O amor doía.
O que doía mais que tudo era que ele sabia que, embora muitas vezes tivesse dito a si mesmo que era melhor ele ir embora — que se ela não podia confiar nele agora, ela jamais poderia —, isso não era verdade. Não era melhor ficar sem ela. Ele precisava dela. Precisava de sua bondade, sua franqueza, seu humor, suam humanidade. Maldição! Precisava senti-la perto dele, sentir seu calor, seu perfume… 
P. 349-350
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Comentários
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2 comentários:

  1. Olá Layane,
    Achei encantadora sua resenha, principalmente a paixão que você transmitiu nela. Eu li um romance da autora alguns anos atrás e não foi ruim, mas também não atingiu as minhas expectativas. Então, acabei não lendo mais nenhum outro. Sua resenha me deu a sensação que devo sim dar uma nova chance.

    Beijo!
    www.amorpelaspaginas.com

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    1. Oi, Ray, o primeiro que li não foi tão bom, mas a melhor coisa que fiz foi dar outra chance, porque os seguintes foram ótimos. Realmente vale a pena!
      Beijo

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