26 janeiro, 2021


[Resenha] DangeRock 3: Phil - M.S. Fayes


Ficha Técnica 

Título: DangeRock 3: Phil
Autor: M.S. Fayes
ISBN: 978-85-844-2310-1
Páginas: 468
Ano: 2018
Editora: Pandorga
Phil Jansen sempre foi conhecido como o cabeça de vento da banda DangeRock. Despojado e de espírito livre, nunca quis se ver preso a ninguém, visto que seu coração já havia sido fechado há muito tempo para este sentimento tão nobre.
Estava difícil, porém, lidar com toda a magnitude das flores e corações flutuantes que permeavam o ambiente do ônibus em turnê, já que os amigos estavam rendidos e mais apaixonados que os casais célebres estampados nos cartões de Dia dos Namorados.
Brooke lutava uma batalha diária contra a vontade de "matar" o pai de Liv. O líder da banda de Rock era um cretino de primeira categoria, e ela fazia de tudo para não estar no mesmo lugar, especialmente se envolvesse shows e bandas de Rock. Até que um dia, por um acaso do destino, deu de encontro ao baixista da DangeRock, Phil, e Brooke viu sua vida virada de ponta a cabeça.
Entre intrigas, inveja, ambições e armações que os bastidores de uma turnê podem oferecer, nenhum dos dois estava preparado para o florescer de um sentimento que ambos juravam não lhes pertencer. Liv poderia ser a desculpa que os unia, mas no fundo, o encontro dos dois era o propósito para que cada um tivesse suas feridas da alma e do coração, curadas.

Resenha


Não sei vocês, mas eu tenho um caso de amor com livros únicos e séries na mesma proporção. Isso porque, pego um livro único e, geralmente chego ao final dele querendo que tivesse outros que trouxessem personagens secundários daquela história como protagonistas. Foi isso que aconteceu quando li DangeRock. A Martinha havia dito na ocasião que a intenção era que fosse um livro único, mas é claro que nada impediria que houvessem mais título e a minha felicidade veio na forma de DangeRock 2: Malcom, que trouxe esse fofo como protagonista, o que eu mais queria. Agora vejam a minha surpresa ao ler DangeRock 3: Phil e ver que esse baixista roubou meu coração com seu charme, carisma e tiradas sarcásticas e hilárias. 

Phil Jansen é o jovem baixista da DangeRock. Aos 24 anos e agora o único integrante solteiro da banda, está aproveitando ao máximo suas pegações, ainda mais com o clima de amor eterno com que convive em turnê, afinal ele também é o único solteiro vivendo no ônibus da banda. Mas nem sempre foi assim. Phil se apaixonou na adolescência e viveu a descoberta do amor ao lado de Melanie e eles tinham muitos planos, mas o destino não quis saber de nenhum deles e Melanie morreu de maneira rápida e inesperada, deixando Phil atordoado e disposto a nunca mais amar, afinal, como poderia se seu coração foi com ela?
Passei a ser a casca de quem fui uma vez ao lado dela.
Não me levem a mal. Eu sou um cara muito legal e bacana de se ter ao redor. Sou hilário na maioria das vezes. Sou o descontraído do ambiente, aquele que traz os risos e as piadas ridículas.
Por vezes sou confundido com o imbecil e abestalhado idiota que não tem absolutamente nada na cabeça, a não ser esse cabelo sedoso e fantástico que faço questão de cuidar com estima, já que Melanie amava.
Eu gostava que fosse assim.
P. 18
Mas a verdade é que esse clima de amor bem diante de seus olhos mexe sim com ele, afinal ele teve isso seis anos atrás e com certeza isso não se repetirá. O que Phil não imaginava era que seria atropelado por um furacão.

Brooke Meadows tem 24 anos e é dona de seu próprio estúdio de tatuagem. Vive sua vida independente, uma vez que sua mãe nunca foi muito amorosa e sua irmã caçula tornou-se dependente química e sumiu no mundo, aparecendo apenas quando estava grávida, meses em que ficou sóbria. Mas ao dar à luz, fugiu do hospital, deixando o bebê para trás, sem se preocupar com o que seria feito da criança. Mas Brooke a assumiu imediatamente, afinal, não poderia deixar sua sobrinha ir para adoção, mesmo que sua mãe não concordasse com sua posição. Porém, existe também o pai da criança, Tyler Combb, o vocalista da banda SuperStorm, que estava abrindo os shows da DangeRock na turnê atual. Ainda que não tenha registrado a criança, Brooke não achava justo que ele não arcasse com as despesas da pequena Liv, principalmente as despesas médicas. É assim que o caminho de Brooke e Phil se cruzam, quando ela vai até Tyler, que está em uma festa em um clube privativo para que ele assine a autorização de internação para o caso de Liv precisar, pois a pequena está com uma febre que não cede. 
Notei que Malcom evitava beber álcool perto de Ash. Não que ela regrasse ou qualquer coisa. Mas o que observei é que ele não sentia necessidade alguma de camuflar a dor de alguma ausência, como eu precisava. Malcom não precisava mais anestesiar a saudade, a angústia pungente e paz inatingível.
P. 28
Phil, que é completamente apaixonado por crianças — seu sobrinho Max que o diga —, logo vai ao encontro da jovem com a bebê no canguru, que destoa completamente do ambiente em que estão e, sabendo da situação e vendo que o pai da criança não faria nada para ajudar, ele mesmo leva tia e sobrinha ao hospital, e a partir daí, essa relação apenas se tornará mais forte.

Imaginem aí, os integrantes da DangeRock, banda que está cada vez mais em evidência na mídia, chegar de repente em um hospital com uma mulher e um bebê desconhecidos, sendo que Phil está muito próximo dela… é o prato perfeito para a mídia sensacionalista. Será a garotinha filha de Phil? E a jovem? Será uma fã com quem ele teve um relacionamento passageiro? Não e não, mas a única preocupação de Phil é que Liv se recupere e que essa confusão da mídia não torne a vida de Brooke ainda mais complicada. 
Lá no fundo, como um baú empoeirado de sentimentos esquecidos, aquele abraço simples de consolo estava dispersando anos e anos de pura resolução onde defini, no fundo da alma, que nunca mais dedicaria um grama do meu afeto real a uma mulher de carne e osso.
P. 70 
Alternando os capítulos com a narrativa de Phil e Brooke, percebemos o relacionamento entre Phil, Brooke e Liv se tornar tão coeso que nos faz questionar se ele de fato é recente. O fato de Brooke se ver obrigada a estar próxima de Tyler por causa de Liv — isso porque ele queria que os holofotes estivessem virados para ele em relação a pequena e não em Phil e não por querer se aproximar da filha — levou as duas a se tornarem parte da família DangeRock. Mas mesmo assim, Phil não parece inteiro na relação, o que, claro, se deve ao fato de acreditar não ser possível amar outra mulher. 

Além de toda a confusão que sua vida se tornou, Brooke tem uma carreira, um negócio para cuidar e viver em um ônibus, em turnê com um bebê de poucos meses não é nada prático, concordam?
— Somos o resultado daquilo que queremos ser e pelo qual lutamos. Se você realmente amar essa garota, você vai encarar essa porra desse seu medo de frente, jogar seu trauma no passado, suas dores no esquecimento e vai lutar para conquistar um futuro digno com essa menina, Phil — Malcom disse e colocou a mão no meu ombro. — E sabe qual vai ser o resultado disso?
Sentei desajeitadamente na cama. Acho que sacudi minha cabeça, negando o que tinha medo de admitir.
— O resultado vai ser um novo Phil. Não aquele apegado às lembranças de algo que não pode ser desfeito. 
P. 357
Intenso como o próprio Phil, DangeRock 3: Phil foi uma leitura incrível do início ao fim. Ele veio com tudo, chutando portas, derrubando paredes e conquistando seu lugar no meu coração. Ai, Martinha, sempre criando esses personagens que me fazem suspirar e tornar minha vida sentimental cada dia mais difícil, porque depois de ler esses livros, o que é a realidade, não é mesmo?

Até o próximo crush. 😉


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉 
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