22 janeiro, 2021


[Resenha] O Plano Perfeito Para Dar Errado - Cameron Lund

Ficha Técnica 

Título: O Plano Perfeito Para Dar Errado
Título Original: The best laid plans
Autor: Cameron Lund
ISBN: 978-65-86041-44-6
Páginas: 304
Ano: 2020
Tradutor: Carlos Szlak
Editora: Faro Editorial
Quando a sua última amiga virgem muda de “status”, Keely começa a pensar em fazer o mesmo. Ela não quer ser a única virgem que resta da turma, mas não pode ser com qualquer um. Tem de ser especial, com alguém de confiança. E rápido! O problema é que ela cresceu com todos os garotos de sua escola, e é muito difícil gostar de um cara quando você lembra dele comendo giz de cera (ou coisa pior) no jardim de infância. Então, a sorte acena para Keely ao encontrar Dean. Ele não apenas parece ter saído de um cartaz de filme, como tem uma moto, é sexy e demonstra estar muito interessado. Só que Dean é um pouco mais velho e já está na faculdade. E a insegurança de Keely a convence de que ter a primeira vez com Dean pode ser um desastre, fazendo com que ele nunca mais queira vê-la. É quando ela traça um plano e escolhe “mudar o status” com seu melhor amigo, Andrew. Com ele tudo seria seguro. Andrew nunca iria magoá-la e já teve muitas experiências para poder ensinar, antes que ela aceite dar o próximo passo com Dean. Mas o plano só funciona se Andrew e Keely continuarem amigos – e apenas amigos. É aí que as coisas começam a ficar complicadas.

Resenha


Ai, gente, meu coração está quentinho com esse livro. Amei muito a história que a Cameron criou aqui, um romance fofo, como o gênero promete.   

Keely Collins acabou de completar 18 anos e, na festa que seu melhor amigo, Andrew Reed fez para ela, descobriu de uma maneira bem singular que é a última das amigas a ser virgem. Já na reta final do colégio, esse ponto só se torna um problema quando a tal última amiga que passou para o outro time, Danielle, lhe disse que isso era um peso que ela devia ter eliminado no colégio e não ter que pensar enquanto está na faculdade. 

Keely e Andrew são amigos desde sempre. Suas mães se conheceram em um curso de preparação para o parto e assim, Andrew e Keely nasceram com apenas uma semana de diferença e desde então estão juntos em todos os momentos da vida. Para quem chega na pequena cidade de Prescott, em Vermont, e não os conhece, eles parecem um casal de namorados, algo que eles já estão acostumados a corrigir; ainda que Hannah, que chegou na cidade anos atrás e logo se tornou parte desse grupo restrito, e os pais de Andrew e Keely sempre façam menção de que eles deveriam ficar juntos. 

Com o passar dos anos, enquanto cresciam, Keely percebeu que seu amigo se tornou popular com as garotas, mas que o mesmo não aconteceu com ela em relação aos garotos. Porém, como ela sempre foi mais tímida do que Andrew, com certeza essa deveria ser a razão. Mas mesmo com as mudanças da adolescência, eles não se afastaram, aprenderam a superar as esquisitices da fase e estar juntos sempre. 
Ele estende o braço e pega a minha mão. Tento soltá-la, mas Andrew a segura firme, entrelaçando seus dedos nos meus.
— Está vendo? — Andrew ergue as nossas mãos unidas. — Estamos nos tocando e o mundo não acabou.
P. 153
Mas agora há um novo fator nesta equação: Keely conheceu Dean, seu novo colega de trabalho que está cursando faculdade de cinema, que, apenas por coincidência, é o curso que ela fará na Universidade da Califórnia, bem longe de Vermont. O cara é lindo e, ao que parece, está interessado nela. Ou seja, motivos para surtos total, concordam? O problema é que Keely passa a não ser ela mesma, para parecer mais experiente e descolada para ele.

Para complicar um pouco mais as coisas, porque sempre pode ficar um pouco mais complicado, Keely acaba dizendo para ele que não é virgem e, com uma ideia de Hannah — que como nos lembramos aqui, sempre quis e insinuou que eles deveriam ficar juntos — sugere que ela deveria pedir ajuda para Andrew, que, com seu histórico de garotas com quem já ficou, certamente seria a pessoa ideal para a situação. Mas aí é que está: como fazer esse pedido a Andrew? Até onde ir com esse treinamento? A amizade sobreviverá depois disso?
(…) De repente , lembro-me do que Dean me falou no início da noite: "Acho que ele tem uma queda por você. Ele pode ser seu irmão, mas você não é irmã dele". 
(…)
Sinto que tudo está misturado dentro de mim e não consigo pôr meus pensamentos em ordem. Imaginar que Andrew possa sentir algo por mim é assustador. As coisas não deviam seguir por esse caminho. Ele é o meu melhor amigo. Somos apenas amigos. É isso.
P. 199 
Narrado em primeira pessoa na perspectiva da Keely, sabemos apenas como ela se sente em relação a tudo ao seu redor, como os garotos não a veem como uma garota e sim um dos caras, falando besteiras na frente dela com não fazem com as outras, como todos parecem ser mais descolados e divertidos do que ela. Assim como os pais Keely, os de Andrew e Hannah, eu torci muito para que Keely descobrisse que estava sim apaixonada pelo seu melhor amigo, ainda que isso também me angustiasse (já disse aqui em várias resenhas como me sinto sobre esse assunto), pois lá no fundo, eu tinha certeza absoluta de que Andrew era apaixonado por ela, só ainda não havia dito como se sentia. 

Digo para vocês mais uma vez, terminei esse livro sentindo que valeu, sabem? Quando o livro dá aquele afago gostoso no coração, no momento certo? Valeu, Cameron, muito obrigada por escrever esse livro e obrigada Faro por me proporcionar essa leitura. Sem dúvida acertei no meu último pedido dessa parceria que foi um sucesso do início do fim. 😍

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P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
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4 comentários:

  1. Oi Layane!
    A questão da virgindade costuma trazer certa pressão mesmo dependendo o círculo de amigos né.
    Eu gostei da premissa da história. Já imagino a amizade desses dois, acredito que deva ter algumas cenas com uma pitada de humor.
    Valeu a dica!
    Beijokas

    Quanto Mais Livros Melhor

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    Respostas
    1. Oi, Priscila!
      Sim, a depender do círculo, realmente a pressão pode ser grande e ainda tem a maneira como cada um lida com ela, não é mesmo?
      Pode apostar, tem cenas com humor e realmente são ótimas, o livro é muito bom, vale a pena ler.
      Beijosss

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  2. Este livro está sendo tão elogiado e lendo uma resenha assim, a gente até entende. O tipo de leitura que diverte e ao mesmo tempo, nos traz reflexões importantes.
    Mesmo já na torcida para que tudo tenha terminado bem entre o "casal", eu quero muito ler!!!
    E terminar de o ler com o coração feliz!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

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    Respostas
    1. Ai, Angela, seus comentários sobre as resenhas sempre me enchem de carinho, muito obrigada <3
      Espero que tenha a oportunidade de ler esse livro em breve, muito bom mesmo.
      Beijos

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