08 abril, 2021


[Resenha] Quatro Amores na Escócia - Julia Quinn, Christina Dodd, Stephanie Laurens e Karen Ranney

Ficha Técnica 

Título: Quatro Amores na Escócia
Título Original: Scottish brides
Autor: Julia Quinn, Christina Dodd, Stephanie Laurens e Karen Ranney
ISBN: 978-65-5565-016-7
Páginas: 288
Ano: 2020
Tradutor: Thalita Uba
Editora: Arqueiro
   JULIA QUINN esbanja sagacidade e abusa do senso de humor afiado que se tornou sua marca registrada para contar a história de uma adorável dama inglesa que se vê em um casamento de faz de conta com um escocês atraente e sedutor e, de repente, descobre que o desejo que sente por seu noivo de mentira é muito real.
STEPHANIE LAURENS apresenta um cavalheiro rico que constata, após anos sem vê-la, que sua inimiga de infância se transformou em uma linda mulher. Agora ele vai fazer de tudo para conquistá-la antes que ela cometa o pior erro de sua vida e se case com o homem errado.
CHRISTINA DODD narra a saga de uma jovem escocesa encantadora e voluntariosa que é sequestrada por um inglês arrogante, porém irresistível. Em cenas de tirar o fôlego, ela tenta não sucumbir à proposta apaixonada de seu captor.
KAREN RANNEY escreve sobre a lenda escocesa que diz que o chefe do clã deve se casar com uma mulher que ele não conhece. Mas só o amor verdadeiro e apaixonado poderá mostrar ao sensual laird de Sinclair quem é a noiva que o destino lhe reservou.

Resenha


Enquanto o próximo livro da série Os Murrays, Hannah Howell, não chega aqui, matei a saudade da Escócia, com seus lairds e kilts, com Quatro Amores na Escócia que me proporcionou quatro contos para esquentar o coração. 

No primeiro conto, “O Kilt Matrimonial”, Christina Dodd nos apresenta Hadden Fairchild, um estudioso inglês de 31 anos que está escrevendo um livro com as peculiaridades da cultura escocesa para que ela não se perca no tempo —  como já vem acontecendo. Em sua busca ele encontra Andra MacNachtan, uma jovem de 26 anos, solteirona e responsável pelo que restou do seu clã falido. 

No início do conto Hadden está extremamente aborrecido por ter sido expulso das terras dos MacNachtans por Andra, afinal, ela é uma mulher independente e autossuficiente que já teve decepções demais causadas pelos homens de sua vida; ela não deixaria outro fazer o mesmo com ela. Porém, ao saber que Andra não lhe contou sobre a lenda do kilt matrimonial da família dela, é a desculpa perfeita para ele retornar e tentar novamente fazê-la entender que a conexão que eles sentiram foi verdadeira. 
Então, quando Andra o mandou embora, Sima também deixou clara sua opinião sobre a burrice e a insensibilidade daquela decisão, ousando inclusive insinuar que Andra usava a indiferença para acobertar uma fraqueza.
Um disparate, é claro. Andra era forte. Autossuficiente. Não precisava de ninguém. De ninguém.
P. 18
No conto seguinte, “O Desabrochar de Rose”, Stephanie Laurens nos apresenta Duncan Roderick Macintyre,o terceiro conde de Strathyre, um homem de 35 anos que, após herdar o título, passou os últimos doze anos em Londres, quase sem retornar a Ballynashiels, seu lar nas Terras Altas, para garantir que sua fortuna era o suficiente para prover o clã. Mas agora que está tudo certo, ele retornou para o solstício de verão e convidou uma jovem debutante que conheceu em Londres e seus pais para passar o feriado em sua casa, apresentá-la a sua mãe e descobrir se ela é a mulher certa para propor casamento. Ele só não imaginava que sua nêmesis também estaria em Ballynashiels. 
 
Rose Millicent Mackenzie-Craddock é filha única e como seus pais já eram mais velhos quando ela nasceu, sempre fizeram todas as suas vontades. Devido a proximidade de sua mãe e a mãe de Duncan, ela passava os verões com os Macintyres, onde atormentava Duncan do primeiro ao último dia de sua hospedagem, o que lhes rendeu uma amizade singular; conheciam muito bem um ao outro, mas estavam sempre preparados para a próxima travessura. Agora, com 27 anos, Rose e o pai estão em Ballynashiels onde ela terá a oportunidade de conhecer um pouco mais o Sr. Jeremy Penecuik, que a pediu em casamento, e decidir se aceitará ou não a proposta. 

O que Duncan e Rose não esperavam era que, se reencontrar depois de doze anos os levaria a ver um ao outro de uma maneira nova. 
De qualquer forma, não conseguia tirar os olhos da jovem. Ao menos parte daquela compulsão derivava de seu passado, de uma autopreservação profundamente enraizada. Ele aprendera, por experiência, que Rose poderia ser deveras criativa, e por isso tomara a sábia decisão de ficar de olho sempre que ela se aproximava.
Talvez ficar de olho em Rose agora não fosse uma decisão tão sábia assim, mas Duncan não conseguia evitar, não conseguia evitar, não conseguia desviar os olhos dela.
P. 86
Em “O Casamento Está no Ar”, Julia Quinn nos apresenta Margaret Pennypacker, uma mulher de 24 anos que a sete cuida dos irmãos mais novos. Sua irmã está com casamento marcado para o próximo mês e ela deveria estar cuidando dos preparativos, entretanto, por causa do bilhete deixado por seu irmão caçula, de apenas 18 anos, informando que estava fugindo para Gretna Green para se casar, ela embarcou sozinha em uma viagem para impedir esse que seria o maior erro da vida dele, pois, mesmo que ele não tivesse escrito no bilhete quem era a noiva, entre as únicas três opções que Margaret poderia imaginar, nenhuma era boa. O problema é que ela passou por tantas situações no caminho que ter chegado a Gretna Green é praticamente um milagre. 

Angus Greene está passando por Gretna Green rumo a Londres, local para onde sua irmã fugiu para participar de uma temporada na sociedade. A jovem de 18 anos, não aceitou quando ele disse que não poderia deixar a Residência Greene para acompanhá-la e decidiu ir sozinha (ou quase, ela pegou a melhor carruagem do irmão e está com três de seus criados). Entretanto, logo que chegou a cidade, todo molhado da tempestade, ouviu uma mulher em perigo e foi ao seu resgate: Margaret. 

Em seguida, ao perceberem que estão na cidade com o mesmo objetivo, eles se ajudarão nessa tarefa. O que virá depois de passarem um tempo juntos e se conhecerem?
— É possível alguém se sentir tão feliz por uma pessoa e, ao mesmo tempo, tão triste por si mesmo?
— Apenas o espírito mais generoso é capaz disso. O restante das pessoas não sabe como ser feliz pelo outro quando os próprios sonhos se perderam.
P. 187
No último conto, “A Noiva de Glenlyon”, Karen Ranney nos apresenta Lachlan Sinclair, laird do clã Sinclair, que está em decadência evidente. Desde que nasceu, o nome de Lachlan está ligado a lenda da noiva de Glenlyon, lenda essa que afirma que o futuro do clã está atrelado a uma mulher que os salvará, mas é claro que ele nunca acreditou nisso. Entretanto, as coisas no clã estão cada vez piores: seus animais não engordam, apenas a plantação de cevada vinga e seu único homem responsável pela fabricação de uísque morreu e levou para o túmulo o segredo da fabricação. Assim, ao receber a proposta de um lorde inglês da fronteira para casar-se com a filha dele, pode ser que ele precise aceitar que a lenda seja verdadeira, ele só precisa conhecer essa mulher primeiro. 

Janet MacPherson vive na Inglaterra, com a família Hanson, a sete anos, desde que ficou órfã e precisou deixar a Escócia. Por causa de uma frágil ligação de sua mãe, que era inglesa, com a família, Janet conseguiu um emprego como dama de companhia, mas a verdade é que é muito difícil para ela fingir que gosta de viver lá. Harriet, a jovem de quem é dama de companhia, consegue ser insuportável de várias maneiras e tudo que Janet deseja é poder voltar a Escócia e ser feliz, e parece que isso está prestes a acontecer, pois ouviu o pai de Harriet comentando que arranjou o casamento da jovem com um laird e, sendo dama dela, certamente Janet seguirá com a jovem, ela só não deve demonstrar esse desejo para Harriet para que ela não desista de levá-la apenas por birra. 
Ah, Harriet, se quer saber o que significa ser “indomado”, olhe dentro do meu coração. Ele, sim, é indomado.
Pronto, aí estava. A verdade sem rodeios e sem fingimento. Ela não queria estar ali, naquele lugar, ser uma eterna dama de companhia enquanto sua vida se esvaía. Queria ir para casa, em Tarlogie. Queria poder ouvir a risada estrondosa do pai e a voz suave da mãe. Sua mãe era inglesa, e era pela linhagem da avó que Janet alegara a relação com os Hansons. Por conta dessa relação, hoje tinha um lugar para morar. Mas, ah, como era difícil fingir gostar de ser inglesa.
P. 227
Mas seu destino mudou no único momento de rebeldia que viveu, quando tirou as sandálias, levantou a saia e entrou no lago próximo a casa, a noite. Foi neste momento que Lachlan a viu e se encantou. Seria ele a sua chance de encontrar o amor? Mas, estando ele “prometido” a Harriet para salvar seu clã, poderia dar as costas a esse dever e seguir seu coração?

Quatro contos com personagens escoceses apaixonados por suas origens e por sua terra que nos deixam com gostinho de quero mais. 

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