18 agosto, 2021


[Resenha] Livre - E. L. James

Ficha Técnica 

Título: Livre
Título Original: Freed
Autor: E. L. James
ISBN: 978-65-5560-242-5
Páginas: 752
Ano: 2021
Tradutor: Alexandre Raposo, Ana Rodrigues, Cássia Zanon, Maria Carmelita Dias, Maria de Fátima Oliva do Couto e Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Você foi convidado para o casamento da década: Christian Grey e Anastasia Steele estão prestes a dizer “sim” e começar uma nova fase de suas vidas. Mas será que ele realmente deve se casar? O pai tem dúvidas, o irmão quer organizar uma baita despedida de solteiro e a noiva não pretende obedecer…
Além disso, o casamento tem suas dificuldades. Embora a paixão do casal esteja mais quente e mais intensa do que nunca, o espírito desafiador de Ana continua a despertar os medos mais sombrios de Christian, colocando à prova sua necessidade de controle. Enquanto antigas rivalidades e ressentimentos colocam os dois em perigo, um desvio inesperado no percurso ameaça separá-los.
Christian conseguirá superar a infância traumática e a juventude turbulenta e se salvar? E, uma vez que ele descobrir suas origens, será possível encontrar perdão e aceitar o amor incondicional de Ana?
Christian poderá enfim ser livre?

Resenha


Depois de três anos da publicação de  Mais Escuro, chegou o momento do final da série Cinquenta Tons de Cinza pelos olhos de Christian. Para começar, fato é que a série sob a ótica de Christian é maior, há muito mais páginas nos livros, mas neste último a surpresa realmente tomou conta de mim, pois, enquanto Cinquenta Tons de Liberdade teve 544 páginas, Livre tem nada menos que 752 páginas, que trouxeram muitas cenas que não conhecíamos e necessitávamos (aqui entre nós, talvez essa seja a razão de termos tido tantos tradutores neste livro e terem optado por um papel de gramatura mais baixa).

Como eu já mencionei nas resenhas anteriores — tanto da primeira série como desta pelos olhos de Christian —, ele sempre foi o meu personagem preferido por toda a complexidade que ele demonstrava, e olha que nos três primeiros livros mal sabíamos quem ele era, porque tudo que sabíamos era o que Ana sabia. 

Livre inicia logo que Ana aceita se casar com Christian, mostrando o quanto eles estão felizes com a situação atual. Mas também sabemos que logo em seguida vem toda a questão com Elena, e a descoberta de Grace e Carrick do relacionamento que ele teve com a amiga da família. 
Parece que pouca coisa mudou, mas isso simplesmente não é verdade; tudo mudou, e por causa da jovem que está sentada ao meu lado. Eu não sabia que era solitário até conhecê-la. Eu não sabia como eu precisava dela, e aqui está ela do meu lado.
P. 123
Assim como em Grey e Mais Escuro, Livre traz muitas cenas extras (são mais 200 páginas a mais), além de conhecermos agora os pensamentos de Christian, suas sessões de terapia com Flynn, as conversas com os funcionários, com a família e como ele se sente em relação a tudo e a todos. Como ele passa a se permitir interagir mais com os irmãos, como é o relacionamento entre eles, como Christian sempre parece surpreso pelo fato das pessoas o procurar, de querer sua companhia.

Durante as muitas páginas, trocas de e-mails e tudo mais, vemos o quanto Christian emocionalmente é diferente do Christian CEO da Grey Enterprises Holding, Inc. Sua insegurança está presente em TODO o livro, e isso é de partir o coração, mas é absolutamente compreensível, afinal nós já conhecemos o passado dele e aqui mais peças serão desvendadas.
Essa viagem foi um sucesso, acredito. Mas, para mim, também foi perturbadora. Estou sentindo uma crescente sensação de… contentamento. É uma sensação estranha e assustadora. Uma sensação que poderia desaparecer num piscar de olhos. 
(… )
Não fique remoendo a sua felicidade, Grey.
Isso só vai lhe trazer sofrimento.
P. 495
Felicidade.
É uma emoção estranha e perturbadora; uma emoção que senti muitas vezes desde que conheci Ana. Mas sempre pensei que fossem momentos fugazes, às vezes eufóricos, às vezes de puro prazer. A felicidade nunca foi minha companheira constante. Mas ela entrou na minha vida e agora está sempre comigo; é uma sensação inquietante, um aperto no peito. E sei que pode ser arrancada de mim a qualquer momento, o que me faria perder o chão.
Não quero que sabote sua felicidade, Christian. Sei que acha que não merece se feliz.
P. 498
A história sob a perspectiva de Christian é muito mais intensa e retornar ao passado dele foi muito mais profundo desta vez, talvez por saber que era o último livro, ou por termos as últimas peças da história apresentadas, ou porque ele agora sente MUITO tudo e transborde isso nas páginas.

Fato é que amei a história mais uma vez e o final foi digno de toda a série. Sentirei saudades de Christian e sua intensidade.
Não tenho defesas contra ela.
Eu a amo.
Antes de Ana, eu não sentia nada. E agora, sinto tudo. Cada emoção é muito intensa. É difícil de processar. Difícil de compreender.
P. 267

P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
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6 comentários:

  1. Engraçado que eu ganhei esse livro e não,não os anteriores na versão de Grey e sinto que até irei gostar rs
    Eu li a trilogia de Cinquenta Tons faz um tempão e acabei até doando os livros na época.
    Mas penso que será gostoso ler essa versão da história que mexeu com muitos de nós.
    Beijo

    Angela Cunha/O Vazio na flor

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    1. Hahhahah, eu li Cinquenta tons na época da febre, então é difícil lembrar tão bem de livros que li há dez anos, mas fato é que tenho certeza de que prefiro a história na visão do Christian, se for para escolher, mas como você me acompanha aqui e já sabe, para mim não há nada melhor do que livros onde a visão é dividida entre os protagonistas.
      Me conta o que achou quando tiver lido ;) Cuidado com as mãos, as minhas ficaram doendo depois de segurar um livro com mais de setecentas páginas hahaha
      Beijos

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  2. Olá! Além de trazer aquele gostinho de nostalgia, os livros pelo ponto de vista do Sr Grey, para mim, são bem mais interessantes, eu sempre achei meio injusto sua história ter sido contada pelo ponto de vista apenas da Ana, é claro que teria muita coisa não contada, e essa trilogia (que demorou, mas chegou), veio enfim da voz para esse personagem.

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    1. Sem dúvida, Elizete, também acho melhor e para mim o melhor é sempre dividir o ponto de vista entre os protagonistas, assim temos a possibilidade de conhecer a história como um todo. Sim, demorou, mas chegou.

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  3. Oi, Layane
    Assisti os filmes várias vezes, mas li os livros no ano passado.
    Estou ansiosa para ler esse, quero ver se compro quando estiver mais barato.
    Gosto muito de Grey e ter esse final contado por ele deve ser maravilhoso. Além de ter mais detalhes, vemos como pensa o personagem, seus sentimentos.
    Beijos

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    1. Acredita que não assisti o último filme? hahaha, mas eu gostei bem mais dos livros de Grey, sem dúvida!
      Bjs

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