06 setembro, 2021


[Resenha] Projeto Duquesa - Sabrina Jeffries

Ficha Técnica 

Título: Projeto Duquesa
Título Original: Project Duchess
Autor: Sabrina Jeffries
ISBN: 978-65-5565-130-0
Páginas: 256
Ano: 2021
Tradutor: Natalie Gerhardt
Editora: Arqueiro
Lydia Fletcher é uma mulher notável. Casou-se três vezes. Com três duques. E deu a cada um deles um herdeiro, tornando-se, assim, mãe de três duques. Agora, viúva pela terceira vez, ela quer assegurar a presença de todos os seus filhos no velório de seu último marido.
Seu primogênito, Fletcher Pryde, o duque de Greycourt, se transformou, após uma infância difícil, em um homem com um coração inacessível, uma riqueza invejável e a fama um tanto injusta de libertino. Concentrado em expandir sua fortuna, ele nem pensa em casamento.
No velório de seu padrasto, Grey conhece Beatrice Wolfe, a protegida de sua mãe, uma jovem encantadora e deliciosamente franca, e fica desconcertado ao descobrir quanto eles têm em comum. Mas ela também já desistiu do amor há muito tempo, e não é o arrogante duque que vai fazê-la mudar de ideia.
Então ele concorda em ajudar a pobre mãe enlutada a preparar a atrevida moça para ser apresentada à sociedade. Assim que ela conhece de perto o verdadeiro Grey, se vê incapaz de resistir a seus encantos.

Resenha


Projeto Duquesa é o primeiro livro que tenho acesso da Sabrina Jeffries e sabem que adoro conhecer novas autoras de romance de época, afinal é a chance de ter outros personagens queridos, de conhecer um novo jeito de escrever e sem falar que é um novo romance, não é mesmo?

Neste, que é o primeiro livro da série Dinastia dos Duques, vamos conhecer a família de Lydia Fletcher e é uma família no mínimo peculiar. Por quê? Nós, leitores de romances de época, adoramos nossos cavalheiros e seus títulos, mas também sabemos que eles não eram assim tão abundantes e muito menos bons partidos jovens, com todos os dentes, cabelos nas cabeças e por aí vai. Logo, o fato de a duquesa iniciar este livro ficando viúva de um terceiro marido — e consequentemente um terceiro duque — é de chamar atenção, concordam? Bem, e em todos os casamentos Lydia teve pelo menos um filho, o que a leva a ter cinco filhos: Fletcher Pryde, Marlowe Drake, Gwyn Drake, Sheridan Wolfe e Heywood Wolfe.
Grey não tinha a menor intenção de voltar a ser aquele garoto de dez anos que desejava amor e atenção, mas acabara descobrindo que as pessoas que deveriam oferecê-los — os tios — eram incapazes de qualquer coisa a não ser usá-lo para melhorar a própria situação. Ele jamais daria a alguém o poder de feri-lo novamente.
P. 100 
Fletcher Pryde, duque de Greycourt, tem trinta e quatro anos e é o primogênito de Lydia. Ele não conheceu o pai — que morreu quando ele ainda era um bebê. Assim, ele é o único da família que não tem um irmão com o mesmo pai. Na infância, Grey viveu alguns anos na Inglaterra, viu a mãe casar com o duque de Thornstock, mas é o período na Prússia de que ele mais se lembra quando pensa na família, quando a mãe estava casada com Maurice Wolfe, que era embaixador no país — e precisamos ser honestos aqui e dizer que ele não era um duque, afinal o título pertencia ao irmão mais velho dele, tio Armie. Porém, quando Grey completou dez anos, Eustace Pryde, irmão de seu pai, resolveu colocar em prática seu direito de guardião do próximo duque de Greycourt (instituído pelo testamento do duque anterior) e levá-lo para Inglaterra, onde poderia ensiná-lo tudo de que ele precisaria para assumir o título.

Sendo uma criança, Grey ficou empolgado com a chance de se mudar, de aprender coisas novas e de ser tratado de maneira especial, o que não acontecia na ocasião, pois Lydia e Maurice tratavam os filhos de maneira igual, sem favorecimentos (irmãos, independente do pai biológico). Entretanto, os três anos que separaram Grey entre viver com os tios e ir para o colégio foram terríveis. Ainda que Jeffries não explique em detalhes os maus-tratos que Grey sofreu, ficou claro que o tio o agredia fisicamente e o deixava com fome com frequência com o objetivo de subjugá-lo e convencê-lo a passar propriedades para seu nome. Agravando ainda mais a situação, a distância física a qual Grey foi imposto de sua família se estendeu por muitos anos, pois, com a guerra, nem a família podia sair da Prússia e nem ele podia visitá-los, sem falar que com o passar dos anos Grey se concentrou na batalha que vivia com o tio — que só foi encerrada recentemente com a morte dele —, e com o fato de que sua família o havia expulsado para Inglaterra. Logo, mesmo quando todos voltaram para Inglaterra para que Maurice assumisse o ducado de Armitage, Grey manteve-se distante física e emocionalmente, como ele aprendeu que era o certo a fazer: proteger seu coração de qualquer emoção. 
— Até para uma mulher sem dote cujo pai morreu em um duelo? — irritou-se ela. — Atrevo-me a dizer que seria melhor eu agir de acordo com as regras e torcer para que algum pastor ou algum médico precisando de uma mulher discreta possa me notar. Pelo menos esse tipo de marido não vai morrer de forma escandalosa e me deixar desguarnecida como meu pai fez.
P. 46
Mas agora há um porém: o homem que ele conheceu como pai faleceu e, ainda que não tenham se reencontrado depois de tantos anos e que Grey tenha perdoado a família, ele deve ir ao menos ao velório. E é assim que o livro de fato começa, com ele indo de Londres para Lincolnshire.

Ao chegar em Armitage Hall, a primeira pessoa que Grey encontra é Beatrice Wolfe, prima de Sheridan Wolfe, seu meio-irmão de vinte e oito anos e o novo duque de Armitage. A primeira interação deles dá uma ideia de como será a relação deles: basicamente firmada em falar o que vier à mente.

Beatrice tem vinte e seis anos e sempre viveu na casa de contradote na propriedade. Com a morte precoce dos pais, ela e o irmão, Joshua, foram criados pelos avós. Mas agora eram apenas eles, dependendo da boa vontade da família, pois Joshua voltou com um grave ferimento de guerra que o deixou mancando e por isso o asqueroso do tal tio Armie o relegou ao cargo de guarda-caça da propriedade, mesmo sendo sobrinho e neto de duques.

Quando eu digo asqueroso é porque ele era realmente desprezível: embora fosse casado, tinha muitas amantes, filhos bastardos, abusava das criadas e tentou inclusive assediar a sobrinha, Beatrice, que fugiu como pôde. Mas recentemente, com a morte dele e a mudança de Maurice e a família para lá parecia que as coisas melhorariam, pelo menos no que dizia respeito às pessoas e a maneira como seriam tratados.

Pois bem, Lydia está decidida a fazer o debute de Beatrice com o de Gwin em Londres na próxima temporada, quando terá acabado o período do luto e por essa razão Beatrice é constantemente esteja na mansão. Outra situação também em andamento é o fato de Sheridan suspeitar que Joshua — que tem um humor muito instável desde que voltou da guerra, deixando cada vez mais recluso — tenha matado tio Armie e o pai por causa da possibilidade de venda da casa de contradote, ou mesmo porque eles nunca foram muito bem tratados ali, o que o levaria a assassinar dois duque para ficar mais próximo da linha de sucessão (sério, ainda que seja possível — ainda que para que Joshua se tornasse duque precisasse matar Sheridan e Heywood — não dá para não dizer que ele tem uma boa imaginação).

Como Grey não está disposto a se envolver nessa investigação, ele oferece a Sheridan a opção de ele cuidar das lições de Gwin e Beatrice enquanto ele investiga e tenta se entender com as contas do ducado. É assim que Beatrice e Grey passarão tanto tempo juntos.
— (…) Quero mostrar como é precisar tão desesperadamente de alguém que nada mais faz sentido quando só de pensar em ver aquela pessoa o coração dispara — disse ele, pegando-a pela cintura e puxando-a para si. — O que eu quero é apagar da sua mente a lembrança do seu tio.
P. 180
A história é envolvente e o mistério e o romance nos embalam do início ao fim. Os irmãos são muito parecidos em temperamento, o que me leva a crer que herdaram da mãe e espero que agora que estarão mais próximos fisicamente, possam perceber o quanto são parecidos e como podem se beneficiar de uma família unida e feliz. O que eu não gostei — e não é particular deste livro, mas não gosto quando acontece em qualquer um — foi o fato deles terem meio que se apaixonado rapidamente. É algo que eu não curto e parece muito irreal para mim, por isso minha implicância. Mas, fora isso, a história é muito boa mesmo e eu já tenho minhas dicas de dois casais e espero que eu esteja certa porque eu estou doida para ler os próximos livros.

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Comentários
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2 comentários:

  1. Olá LAYANE
    Esse livro já está na minha lista de desejados desde que foi lançado pois romance de época é um dos gêneros que mais gosto e quero conhecer a escrita da Sabrina Jeffries. Também não gosto quando os personagens se apaixonam rapidamente .prefiro quando eles vão construindo o relacionamento aos poucos
    Bjs

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    Respostas
    1. Né? Me parece tão forçado, mas a história em si é boa e no conto não é assim, já li e escrevi a resenha ;)

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