04 outubro, 2021


[Resenha] Brilhante - Julia Quinn

Ficha Técnica 

Título: Brilhante
Título Original: Dancing at Midnight
Autor: Julia Quinn
ISBN: 978-65-5565-168-3
Páginas: 320
Ano: 2021
Tradutor: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Quando um pretendente diz a lady Belle que, por conta da beleza e da fortuna dela, está disposto a fazer vista grossa para as suas chocantes tendências intelectuais, ela decide se afastar do mercado casamenteiro e passar uma temporada no campo.
Belle não imaginava que, durante sua estadia, fosse conhecer lorde John Blackwood, um herói de guerra que a deixaria fascinada como nenhum outro homem da alta sociedade londrina fora capaz.
Apesar de já ter vivido coisas terríveis, nada aterroriza mais o coração atormentado de lorde John do que lady Arabella. Ela é inebriante, exasperante e… faz com que ele tenha sede de viver. De repente ele se vê escrevendo poesias ruins e subindo em árvores na calada da noite só para poder dançar com ela quando o relógio bater meia-noite.
Apesar de saber que nunca será o homem que ela merece, John não consegue parar de desejá-la. Será que quando a luz do dia substituir a magia da madrugada, os dois conseguirão deixar as diferenças de lado e se entregar ao amor?

Resenha


Depois da surpresa que foi Esplêndida, primeiro livro escrito pela Julia Quinn, Brilhante ficou um pouco longe do que eu imaginava. Mas vamos lá, porque chegou o momento de conhecer mais a prima de Emma, lady Arabella Blyndon.

Emma e Alex estão casados e estão vivendo em Westonbirt, residência da família em Oxfordshire e Belle está passando uma temporada com eles, uma vez que Ned já voltou para Oxford e os pais deles decidiram passar férias na Itália. Imaginem só um casal recém-casados sendo responsáveis por uma jovem dama… ainda mais Emma e Alex e a jovem dama sendo Belle…

Muito à vontade no campo, Belle tem aproveitado consideravelmente o tempo para cumprir seu desafio de ler todas as obras de Shakespeare em ordem alfabética — ainda que fique cada vez mais evidente que ela precisa de óculos, algo que ela não assume — e para ver como o casamento de sua prima é feliz e que é isso que deseja para si, o que a levará a enfrentar mais uma Temporada para talvez encontrar o amor de sua vida, o que pode ser muito frustrante, afinal, mais de um pretendente já havia lhe dito que sua inteligência e hábito de leitura eram fatores difíceis de serem aceitos. Quantos pedidos de casamento ela ainda poderia rejeitar até encontrar seu amor?
(…) Lorde Blackwood precisava de alguém, isso ficara muito claro. Alguém capaz de afastar a dor que nublada seus olhos quando ele achava que ninguém estava olhando.
Belle endireitou os ombros. Nunca fora do tipo que foge de um desafio.
P. 47
Em uma tarde, quase terminando o último livro do desafio, Belle descobriu que, ao contrário do que imaginava, não estava sentada debaixo de uma árvore nas terras de Alex, ela estava na propriedade vizinha. 

John Blackwood é o sétimo filho dos condes de Westborough. Mesmo vindo de uma família aristocrática, era uma família empobrecida e seu pai faleceu antes que soubesse que a esposa estava grávida novamente. Ele cresceu com a família em Shropshire, mas basicamente foi esquecido por todos, assim, depois de ter concluído os estudos e com o início da guerra ibérica, convenceu o irmão a comprar-lhe uma patente e foi para o exército, onde permaneceu até sofrer um ferimento que quase o deixou sem uma perna. 

Após retornar para a Inglaterra, manco e sem muitas opções, vendeu sua patente e investiu o dinheiro, o que lhe permitiu comprar a mansão Bletchford, propriedade em Oxfordshire. Também ao retornar, recebeu o título de barão pelos serviços prestados na guerra, o que não era muito bem aceito por muitos aristocratas, que acreditavam apenas nos títulos antigos, passados por gerações para os primogênitos herdeiros.

John viu muita coisa na guerra, mas uma particularmente mudou sua vida consideravelmente, ao ponto de ele acreditar jamais ser merecedor do amor de uma mulher. Por isso, ao se ver encantado por Belle, ele sabe que o certo é manter-se distante dela, pois ele não poderá dar a felicidade que uma mulher merece. Acontece que, após comprar a propriedade, ele descobriu que seu vizinho era o duque de Ashbourne, um amigo que fez no campo de batalha. Assim, quando Alex descobriu que o homem que salvou sua vida na guerra era seu vizinho, fez uma visita para retomar a amizade.
John tinha consciência de que estava prestes a levar a cabo uma das maiores reviravoltas da história, mas só podia torcer para que Belle compreendesse que ele se dera conta de que ela estivera certa o tempo todo. As pessoas cometiam erros, não? Afinal, ele não era um herói infalível dos livros.
P. 131
É claro o quanto John é solitário. Ele vive na propriedade que comprou com poucos criados que vieram na compra. Ele não tem qualquer contato com a família e claramente é da parte deles, que não o procuraram quando ele retornou ferido da guerra. O que é absolutamente diferente da família Blyndon, onde os irmãos Belle e Ned são amigos e muito próximos, os pais, os condes de Worth, que se amam e apoiam os filhos de forma que inclusive permitiram que Belle rejeitasse diversos pedidos de casamento por não serem da pessoa que ama.

Mas não é só John que está atraído por Belle, ela também se sente irresistivelmente atraída por John e não é apenas por sua beleza, mas pela vulnerabilidade que ela percebe no fundo dos olhos dele, algo que ele esconde debaixo de diversas camadas e, não sabendo o segredo que ele carrega da guerra, ela não entende quando ele se afasta dela, ainda que perceba que ele também está atraído.
— Já lhe disse que ri mais nas últimas semanas do que em toda a minha vida?
Sem palavras, Belle apenas balançou a cabeça.
— É verdade. Você provoca isso em mim. Não sei como fez isso, mas a verdade é que levou embora a minha raiva. Anos de mágoa, dor e cinismo me tornaram duro, mas agora consigo sentir o sol de novo.
P. 163
Ainda que o casal seja muito bom, senti que Belle não era a mesma personagem que me cativou no primeiro livro da série Damas Rebeldes, aqui ela não parece nem um pouco a mulher prática e objetiva e sim uma garota mimada que quer o que quer e na hora que quer e se mete sim em confusões por causa disso, algo que antes era tido como uma característica exclusiva de Emma.

Por outro lado, ter a “gangue” reunida foi incrível. Alex, Emma, John, Belle e Dunford juntos causam confusão na certa e a tia-avó de Alex, Persephone, que surge neste livro é incrível, consegue ser uma dama de companhia pior do que Emma, mas é divertidíssima e salva a pátria. 
(…) Ficou impressionado ao se dar conta de como aquilo era fácil - simplesmente permitir que ela lhe iluminasse o coração. John passara a manhã toda sorrindo.
P. 152
Estou agora ansiosa para que o livro que eu mais espero, de Dunford, chegue logo e que não frustre as minhas expectativas! Só vem, Dunford!

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P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
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Um comentário:

  1. sempre quis mt ler alguma coisa dessa autora, bacana conhecer mais um livro dela por aqui

    www.tofucolorido.com.br
    https://www.instagram.com/liviaalli/

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