20 outubro, 2021


[Resenha] Um Amor e Nada Mais - Mary Balogh

Ficha Técnica 

Título: Um Amor e Nada Mais
Título Original: Only Beloved
Autor: Mary Balogh
ISBN: 978-65-5565-164-5
Páginas: 272
Ano: 2021
Tradutor: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Pela primeira vez desde a morte da esposa, George Crabbe, o duque de Stanbrook, está cogitando se casar de novo. Quando pensa no assunto, tudo que lhe vem à mente é uma mulher que conheceu um ano antes e nunca mais viu.
Dora Debbins perdeu toda a esperança de se casar quando um escândalo na família a afastou dos salões da sociedade e a obrigou a se dedicar à irmã mais nova. Aos 39 anos, está resignada à rotina de professora de música em um vilarejo até que o inesperado pedido de casamento do duque vem mudar tudo o que planejou para seu futuro.
O que Dora não sabe é que aquele conto de fadas oculta um segredo terrível. Será que esse amor recém-descoberto sobreviverá aos erros do passado?

Resenha


Chegamos ao fim da série Clube dos Sobreviventes e após ler sobre os sete integrantes do autointitulado clube, não há como negar que eles estavam certos em se chamar assim. Para encerrar com chave de ouro, George Crabble, o duque de Stanbrook é o protagonista que faltava.

Como nós já sabemos, George perdeu o filho na Península durante as Guerras Napoleônicas e que, quando soube da morte de Brendan, a esposa se jogou do precipício nas terras da família, sem que George conseguisse chegar a tempo de impedi-la. Assim, sem a esposa e o filho, sofrendo um luto duplo, George abriu as portas de Penderris Hall e transformou o lugar em um hospital para oficiais. Durante o período em que acolheu essas pessoas, George percebeu que ajudar os outros lhe fazia bem e, ao final, restaram apenas Hugo, Vincent, Ben, Flavian, Ralph, Imogen e o próprio George, claro, com dores nem sempre físicas, mas emocionais, e o vínculo entre eles só cresceu e se aprofundou. Vimos que após Hugo dar o primeiro passo no caminho para uma vida feliz, permitindo-se amar  e ser amado, os outros também encontraram seus caminhos e assim, dois anos depois aqui estamos nós, poucas semanas depois do casamento de Imogen e Percy e George finalmente se dá conta do quanto se sente solitário e a ideia de casar-se novamente para ter uma companheira, uma amiga, uma amante vem com tudo. Entretanto, atrelada a essa ideia, apenas a figura de uma mulher lhe vem a mente: Dora Debbins.
Mas… quando havia realmente se sentido feliz por si mesmo? Por mais que tentasse, não conseguiu se lembrar de nenhuma ocasião desde que se juntara ao regimento, aos 17 anos, quando se sentira feliz por um tempo breve demais. Apenas recentemente, George começara a sentir algo semelhante a felicidade se aproximando — quando foi para Gloucestershire fazer o pedido de casamento e foi aceito, algumas vezes durante o último mês e, agora, naquela noite. Naquele momento.
P. 67
George não é mais nenhum  jovenzinho. No auge de seus quarenta e oito anos, ele não busca o casamento  com alguma debutante. Além de achar ridículo, ele não está preocupado com a herança que deixará, seu sobrinho Julian é seu herdeiro há muitos anos e não há nenhum problema com isso. A senhorita Debbins chamou sua atenção  cerca de um ano e meio antes, quando o encontro anual dos Sobreviventes aconteceu em Middlebury Park, residência de Vincent e Sophia e a senhorita Debbins era a professora de música do casal.

Dora Debbins tem trinta e nove anos e vive no vilarejo de Inglebrook, em Gloucestershire, há nove anos, onde atua como professora de música. Como ela é a irmã mais velha de Agnes, conhecemos um pouco de sua história, na qual o pai acusou a mãe dela de traição, pediu o divórcio e a mãe fugiu na calada da noite supostamente com o amante e nunca mais deu notícias. Pois, Dora, então com dezessete anos, perdeu a chance de debutar em Londres por causa do escândalo e para dar segurança à irmã caçula, que tinha apenas cinco anos na época. Dora renunciou à vida para criar a irmã e quando Agnes se casou e o pai delas fez o mesmo, a nova esposa do pai a lembrou de que não havia lugar para duas senhoras na mesma casa. Dessa forma, o anúncio de uma vaga de professora de música em outra cidade era a melhor notícia que ela tinha encontrado, deixar Lancashire era a melhor coisa que faria.

Dora havia aceitado que não se casaria, que não teria filhos, que seria sempre uma solteirona. Então, imaginem a surpresa ao ver o duque de Stanbrook parado na porta, tendo ido até Gloucestershire exclusivamente para falar com ela, exclusivamente para pedi-la em casamento!? O mesmo homem que, se ela precisasse confessar diria que havia povoado seus pensamentos nos últimos meses desde que o conhecera e se encantara com sua gentileza, beleza e amabilidade.
Era por causa daquele ar de dignidade serena que certamente não fora uma conquista fácil para a Srta. Debbins. Sem dúvida havia mulheres que permaneciam solteiras por escolha, mas George não acreditava que aquele fosse o caso dela. A Srta. Debbins não se casara por força das circunstâncias — ele tomara ciência de algumas delas através de Agnes. No entanto, conseguira criar uma vida interessante e com propósito para si mesma, apensar de qualquer desapontamento que tivesse sofrido.
Sim, George a admirava.
P. 27-28
Dora e George estão em outro momento da vida e George é muito claro ao dizer que não espera amor no casamento, mas sim uma amiga, uma companheira e uma amante e que ele apenas imagina Dora nesse papel; caso ela não aceitasse, ele não seguiria com essa ideia. Para Dora, é a chance de ter alguém constantemente em sua vida, ao contrário da mãe que a abandonou, do pai que sempre foi negligente quando o assunto era afeto, ou seus irmãos que viviam suas próprias vidas. Claro que ela tinha sua independência vivendo em Inglebrook e havia a companhia da senhora Henry, sua governanta, mas mesmo que fosse difícil assumir em voz alta, ela se sentia sozinha sim.

Bem, claro que ela aceita o pedido de casamento, mas também veremos como é difícil para George compartilhar seu passado e em parte é porque ele está tão acostumado a viver sozinho que isso é uma experiência totalmente diferente para ele. Mas há mais, há mais na história do seu primeiro casamento, na relação coma esposa e o filho e, assim como Dora, passamos os capítulos desesperados por entender, para descobrir o que fez com que George fosse sempre tão triste — ainda que ele tente esconder isso o máximo possível. Ele claramente consegue deixar as pessoas ao seu redor à vontade para expor seus sentimentos mais profundos, confortá-los, mas não consegue permitir que alguém o conforte e, quanto mais eu lia, mais eu ficava triste ao imaginar uma vida inteira sentindo-se assim.
Talvez tenha sido naquele momento que George se deu conta plenamente do quanto gostava dela. Do quanto a amava. Ele a amava mais do que o ar que respirava. Com toda a paixão juvenil que havia guardado em um cofre íntimo escondido imediatamente após o fim do primeiro casamento. E acreditava ter perdido a chave daquele cofre. Mas, de algum modo, Dora a encontrara, encaixara na fechadura e o destrancara.
P. 227
Achei o fim da série lindo, George finalmente encontrando o amor e a felicidade era exatamente o que faltava, pois desde que os amigos passaram a se casar, parecia que ele ficaria para trás, sozinho e não era justo que isso acontecesse apenas por ele ser o mais velho do grupo. Além disso, Mary caprichou no epílogo, que cena mais linda! Ela conseguiu destroçar meu coração em diversos momentos ao longo dos sete livros e do conto, falar dos ferimentos físicos e emocionais de uma guerra foi tão cruel, tão profundo que em vários momentos nos dá uma mensagem de ânimo ao vê-los encarar essas dificuldades, fraquejar em alguns momentos, mas ainda assim seguir em frente. INCRÍVEL! Obrigada, Mary!

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Comentários
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2 comentários:

  1. Olá
    Comprei todos os livros interiores dessa serie na Black Friday do ano passado
    Agora estou quero comprar esse para começar a ler essa serie tão elogiada.
    Bjs

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    1. uhuuuu, eu adoro essa série, a Mary é maravilhosa.
      Bjs

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