09 janeiro, 2022


[Resenha] O Herói que Faltava - Julia Quinn, Kinley MacGregor, Lisa Kleypas

Ficha Técnica 

Título: O Herói que Faltava
Título Original: Where's my Hero?
Autor: Julia Quinn, Kinley MacGregor, Lisa Kleypas
ISBN: 978-65-5565-212-3
Páginas: 224
Ano: 2021
Tradutor: Alessandra Esteche
Editora: Arqueiro
Alguns livros são tão especiais que nos brindam com mais de um herói, mas contam a história de apenas um deles. Se você já quis ver seus coadjuvantes preferidos estrelarem a própria aventura, esta coletânea vai realizar os seus desejos.
***
Depois de despertar o ciúme de pretendentes indecisos na trilogia Damas Rebeldes, Ned Blydon reaparece em “Um conto de duas irmãs”, de Julia Quinn, em uma situação nada invejável: fica noivo de uma das irmãs Thorntons, mas está secretamente apaixonado pela outra!
Em “Improvável”, de Lisa Kleypas, a sensata Lydia Craven decide se casar por conveniência e não por amor. Só que ainda não conhece a determinação do atencioso médico Jake Linley, que já tinha conquistado muitos corações na série Os Mistérios de Bow Street e não vai medir esforços para ganhar o dela.
Após sua aparição em Master of Desire, Simon de Ravenswood ressurge em “Sonho de um cavaleiro de verão”, de Kinley MacGregor, para responder às cartas de lady Kenna em nome de um conde poderoso. Faz isso apenas por educação, mas a dama acaba se apaixonando e precisa escolher entre ele, seu melhor amigo e um voto solene feito há muito tempo.

Resenha


Neste livro, que é composto por contos de três autoras, conheceremos heróis que realmente faltaram ganham seu momento em suas respectivas séries.

No primeiro conto, “Improvável”, retornaremos à série Os Mistérios de Bow Street da Lisa Kleypas para que o charmoso médico Jake Linley também encontre um par, afinal ele sempre ajudou os intrépidos agentes a se recuperarem, nada mais justo do que ter um amor para chamar de seu. O problema é que a mulher que conquistou seu coração está de casamento marcado com um conde, e para uma união por conveniência.

Lydia Craven é fruto de um casamento amoroso, mas tendo uma mente analítica, sabe que a probabilidade de ter uma união como a dos pais é praticamente nula, assim, o melhor é se casar com alguém que pelo menos tem uma mente como a dela, que a compreende. Mas descobrir nas vésperas do seu casamento que Jake Linley (com quem vive se desentendendo desde que se conheceram quatro anos atrás) tentou convencer seu noivo a não a pedir em casamento traz à tona a rixa entre eles. 

O que Lydia não entende é que Jake não a odeia, ela a ama, mas entende que a vida que o conde pode proporcionar a ela é muito melhor do que a que ele poderia, afinal, ainda que ela não venha de uma família aristocrática, é absurdamente rica. Entretanto, pensem comigo: Jake não deveria deixar que ela decidisse se preferiria uma vida sem amor ao lado do conde ou ao lado dele? E se ela também o amar?
Com o passar dos anos, a antipatia mútua aumentara a ponto de eles não poderem dividir o mesmo cômodo sem iniciar uma discussão que fazia com que todos corressem para se proteger. Lydia tentava ser indiferente, mas algo em Linley a provocava até as profundezas da alma. Quando estava com ele, ela se via dizendo coisas que não queria e ruminava seus encontros até muito depois de se despedirem.
P. 27-28 
O conto seguinte, “Sonho de um Cavaleiro de Verão”, é o retorno à série Master of Desire da Kinley MacGregor que eu não conheço, mas já gostei do protagonista aqui, Simon de Ravenswood, assim como dos outros personagens em volta dele. Simon luta justas ao lado do amigo Stryder de Blackmoor, que é um conde, e foi por causa de um amigo em comum que ele conheceu a dama que conquistou seu coração: lady Kenna. Ela era irmã de um amigo deles que morreu e prima do rei da Escócia e, tendo escrito à Stryder para agradecer por ele ter trazido o irmão do exterior em segurança, ela não sabia que era Simon o responsável por toda a correspondência, onde ele assinava como “S” e ela entendeu que era “Stryder” e ele nunca a corrigiu. Porém, após um ano de troca de cartas — que passaram de assuntos triviais e se tornaram muito mais profundos —, Simon e Stryder estão novamente na Inglaterra para uma competição e eis que Stryder descobre por acaso que está noivo da prima do rei da Escócia — dama que ele nem sequer sabe quem é.

Uma vantagem dos contos é que as coisas se resolvem rapidamente, então, logo Kenna descobre quem era o “S” que escrevia cartas para ela e abriu o coração nelas, mas também assim como Simon sabia, não havia a menor possibilidade de o primo dela permitir que a única filha de seu tio casasse com um homem sem qualquer título ou importância, não quando ele era o rei da Escócia e precisava pensar não apenas na família, mas no futuro do reino. Por outro lado, Stryder sequer deseja se casar, muito menos com alguém que sabe que ama outra pessoa, uma pessoa que ele considera sua família. Será que a confusão pode ser desfeita?
— Não sou um nobre e grandioso campeão de justas, Kenna. Sou apenas um homem que não tem nada a oferecer a uma dama como você. Durante um tempo, suas cartas me permitiram ser mais do que eu era. Perdoe-me pela dor que lhe causei.
Ele se virou e se afastou.
Lágrimas encheram os olhos de Kenna. Ela conhecia aquele homem. Conhecia em um nível que transcendia a amizade e o amor. Transcendia o entendimento e a razão. E certamente transcendia uma pequena omissão.
P. 96
O último conto, “Um Conto de Duas Irmãs”, nos leva de volta à trilogia Damas Rebeldes e ao nosso projeto de libertino, Ned Blydon, o visconde de Burwick. Nós vimos que ele foi a causa de alvoroço nos livros porque nossos queridos protagonistas eram indecisos, mas agora, com trinta anos, ele percebeu não estava ficando mais novo e provavelmente não encontraria o amor. Assim, como o pai havia passado a propriedade Middlewood para ele que não era atrelada ao título de conde seis anos atrás, Ned decidiu que pedir a mão da vizinha — Lydia Thornton, de vinte e dois anos — em casamento e somar oito hectares de terras às suas era uma boa ideia, afinal, quantas pessoas de sua classe não se casavam por conveniência? Ele certamente não seria o primeiro e nem o último.
— Bem, isso foi interessante — comentou Belle assim que teve certeza de que Charlotte não ouviria.
— O que foi interessante? — perguntou Ned.
—Isso. Ela. Charlotte.
Ele a encarou sem entender.
— Belle, seja clara.
Ela apontou com a cabeça na direção em que Charlotte tinha saído.
— É com ela que você deveria se casar.
P. 156-157
Tudo estava bem até a semana de festejos pré-casamento, quando a certeza dessa união de conveniência começou a ruir, principalmente quando ele conheceu a irmã mais nova de sua noiva, Charlotte.

Os dias que antecedem a cerimônia servem para Ned perceber como ele não conhece a noiva, como ele tem muito em comum com a futura cunhada e o quão complicada é essa constatação, afinal, sendo um cavalheiro, ele não pode simplesmente desistir do casamento. Assim, ele deve seguir em frente, mesmo sentindo que isso não é mais o certo a ser feito. Então, para nós leitores e para mim (quando digo que não gosto de Lydia) só fiquei esperando que ela desistisse, fizesse qualquer coisa, mas deixasse Ned livre, porque ela não o faria feliz, ela só o diminuía em seus comentários para a irmã e eu, como boa leitora e passadora de pano dos meus mocinhos, não gostei nem um pouco disso.
O que ele estava pensando? Não amava a mulher com quem ia se casar, ela não o amava e, francamente, ele nem poderia dizer que se conheciam. Só soubera, por exemplo, que Lydia era aficionada por poesia quando Charlotte lhe contara isso durante a caça ao tesouro (que, é claro, eles tinham vencido. Do contrário, qual seria o sentido de participar de jogos bobos?).
Mas esse não era o tipo de coisa que um homem deveria saber sobre a esposa? Principalmente se esse homem fazia questão de não incluir livros de poesia em sua biblioteca?
P. 183
O livro é rápido de ser lido, os contos são de séries que são nossas conhecidas e mesmo o conto que não é de uma série publicada pela Arqueiro, também tem uma escrita muito agradável. É aquela leitura leve e despreocupada para passar o tempo.


P.S.: Se quiser adicionar esse livro na sua lista de leitura do Skoob basta clicar na capa que você será redirecionado para a página do livro no Skoob. 😉
Comentários
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2 comentários:

  1. Como eu não tenho aquela intimidade com romances de época(eu ando uma pouca vergonha assumida) eu li sobre esse livro.
    Será que é preciso ter lido o de cada série para poder se situar nos contos?
    Eu sou apaixonada por contos, pela facilidade de leitura e sempre por serem divertidos!!!
    Beijo

    Angela Cunha/O Vazio na flor

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    Respostas
    1. kkkkkkk
      Não precisa, Angela. Prova disso é que o da Kinley não foi publicado aqui e não senti que perdi nada, são histórias independentes. Vai fundo! Você vai adorar!

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